21 características de um bom personal trainer

Durante os vários cursos de profissionais do fitness em que costumo estar envolvido, surgem questões que nos levam a reflectir. Apesar de termos uma opinião sobre vários temas relacionados com a actividade física, há alguns que nunca tentamos sintetizar ou resumir. É disso que se trata este texto. A tentativa de mencionar as características de um bom professor de actividade física, quer no contexto individual quer no contexto colectivo, procurando assim responder à pergunta: Que perfil deverá ter um bom personal trainer?

1. Paixão por aquilo que faz

Esta é talvez a característica mais importante. Pois, no caso de todas as outras características serem inadequadas, a paixão supera todos os obstáculos e leva o indivíduo a encontrar todas as soluções para os seus problemas técnicos e de relacionamento.

2. Atitude positiva em relação ao seu trabalho

Apresenta uma atitude condicionada por aquilo em que acredita e pelas emoções, mostrando uma enorme vontade de agir, uma disposição positiva em relação ao seu trabalho, vendo os problemas como desafios.

3. Utiliza ferramentas simples com mestria

Quanto mais tempo de trabalho tenho, mais acredito que são acções básicas e muito simples que marcam a diferença. Como diria Dan John: “- Eu disse que era simples. Não disse que era fácil.”

4. Lidera através do exemplo

Gosta daquilo que faz, por isso experimenta em si próprio muitas das técnicas que utiliza. Procura dar o exemplo como pessoa equilibrada sobretudo em termos de exercício, sono e alimentação. Embora seja humano, tem consciência que é para certas pessoas: um pequeno ídolo, um modelo para quem o vê trabalhar no âmbito da actividade física.

5. Persistente

A persistência é uma característica fundamental para o sucesso, pois enquanto não desistirmos será sempre possível atingir o objectivo.

6. Fanático por desenvolvimento pessoal

Parte da sua missão de vida é ser cada vez melhor como ser humano. Ser hoje melhor do que ontem. Por isso, o professor, o coach, o treinador, o trainer, é devorador de todo o tipo de informação que faça dele um indivíduo mais equilibrado, mais eficaz e melhor ser humano. Deixa-se filmar e analisa as imagens. Pede apreciações críticas aos colegas de profissão, frequenta workshops, partilha experiências, cria redes de informação e partilha os seus conhecimentos.

7. Sabe colocar-se no lugar dos seus alunos

Demonstra empatia. Tenta ver o mundo pela perspectiva dos seus alunos para melhor os compreender. Porque, como se costuma dizer, a realidade não existe. Apenas existe uma percepção da realidade. Cada indivíduo tem uma janela pela qual vê o mundo. Sem conhecermos essa perspectiva, dificilmente seremos capazes de o ajudar a mudar algo, de despertar o seu potencial.

8. Coloca as pessoas acima de tudo (metodologias, equipamentos… regras…)

Por vezes achamos que as regras não devem ser quebradas, mas quando se trata de pessoas, o bom profissional acredita genuinamente nas pessoas e mostra-lhes isso mesmo. Como diria Herb Kelleher,  actualmente fazemos tudo ao contrário: aprendemos a amar as técnicas (métodos, equipamentos, regras, processos) e a usar as pessoas.

9. Tem sempre uma visão daquilo que quer

O seu planeamento de trabalho consiste essencialmente em ter uma visão clara. Depois, adapta constantemente para lá chegar. Em vez de ter um conjunto de receitas de séries e repetições preparados meticulosamente como quem prevê o futuro. Tem uma visão clara do resultado final e vai ajustando as suas acções de acordo com essa visão. Aceitando a mudança como parte do processo de treino. A mudança faz parte da vida dos seus alunos e como tal, tem de se adaptar. Mas isso não significa ausência de um plano. Pode não ser um plano meticuloso com microciclos e macrociclos bem desenhados, mas conhece bem o seu destino final e segue auto-estradas ou desbrava novos caminhos.

10. Conhecimentos técnicos

Aprender… Saber como aprender a “desaprender” e esquecer também são técnicas importantes. Os conhecimentos sobre a nossa actividade são os mais importantes para intervir, mas… Como diria Arthur Jones: – A especialização é para os insectos!”. Quando me iniciei como professor de musculação, achava que tinha 95% dos conhecimentos necessários para intervir como tal. Pensava isto porque me encontrava a finalizar o curso superior de educação física, porque tinha muitos anos como praticante desportivo e dominava “o ferro”, mas… Havia muitas coisas que desconhecia. Onde colocar as máquinas? Como proceder nas primeiras sessões? Como organizar um grande número de sócios? Como realizar programas de treino realistas (sim, porque vivemos num mundo real), etc. Faltavam muitos conhecimentos e experiência que me permitisse ter uma forte retenção de clientes.

11. Equilíbrio ideal-real

Do ideal ao real, da teoria à prática, vai uma grande distância. É um espaço no qual mostramos a nossa competência. Conhecer os princípios de treino é algo muito importante, mas saber aplicá-los a um indivíduo com fraca tolerância ao esforço é bem mais difícil. Isto porque ficamos perdidos. O ideal só funciona em parte no mundo real. No nosso mundo. No local onde intervimos e com os indivíduos em que aplicamos essa informação teórica. Ficamos perdidos porque é nesse espaço que somos obrigados a criar os nossos métodos a nossa forma de aplicar os princípios de treino.

12. Vai criando a sua própria metodologia de treino

Com base nos princípios universais das relações humanas e nos princípios de treino, cria um conjunto de processos que se aplicam na perfeição à sua realidade. Transforma toda a informação que recolhe em metodologias que se adaptem às suas necessidades únicas e específicas dos seus alunos e do seu local de trabalho. Não se limita a imitar, a copiar, a emular os seus ídolos.

13. Centra o seu trabalho no aluno

Retira do aluno todo o seu potencial e faz com que este acredite em si próprio.

14. Curioso

Tem uma curiosidade de criança pelas pessoas, pela indústria do fitness, pela história da musculação… Por tudo aquilo que directa ou indirectamente possa influenciar os resultados dos nossos alunos.

15. Integridade

A publicidade no mundo das relações pessoais tem grandes dificuldades em funcionar. São as nossas acções repetidas que vão criando uma imagem, uma percepção no público com o qual podemos vir a trabalhar, com o mercado com o qual podemos vir a estabelecer uma relação comercial. A integridade (que se pode definir como: adequar as nossas acções às nossas palavras; fazer aquilo que prometemos) é talvez o valor mais importante nas relações interpessoais a longo prazo..

16. Não abdica dos princípios de treino

Embora corra riscos, o bom profissional baseia o seu trabalho em princípios universais. Os princípios de treino são sempre aplicados porque assim sabe que irá obter resultados.

17. Capacidade de adaptação e flexibilidade

Como trabalha com aspectos biológicos, psicológicos e sociais dos indivíduos, não pode seguir ou criar receitas ou plano rígido. A sua abordagem deverá ser a de um cozinheiro capaz de criar diversos pratos com os mesmo ingredientes.

18. Sabe escutar e cuida a proxemics

Escuta mais do que fala. Nesse sentido, vai criando um conjunto de questões capazes de provocar as melhores reacções dos seus alunos. Cuida da proxémica (espaço interpessoal). Sabe posicionar-se quando ensina um exercício e quando motiva e dá feedbacks. Não invade o “espaço íntimo” do aluno e utiliza o toque físico o mínimo possível.

19. Humilde

Continuo a esforçar-me por ser melhor! Essa deverá ser a frase que traduz as acções do bom professor.

20. É um educador!

Procura constantemente:

  • Mudar a percepção, os pensamentos e a interacção entre o indivíduo e o ambiente (físico e social) do ginásio.
  • Formas de melhorar a aprendizagem dos alunos (formas de melhorar a aquisição de conhecimentos por parte dos alunos)
  • Melhorar a comunicação no ensino dos princípios de treino.
  • Desenvolver métodos de trabalho e introduzir métodos eficazes.
  • Promover o desenvolvimento pessoal dos alunos ao longo da sua vida.
  • Contribuir para a mudança de pensamentos por parte dos sócios do clube.

21. Dá sempre o seu melhor!

E nem sempre o aluno fica satisfeito!

O bom personal trainer, sabe que está a fazer um bom trabalho quando:

  • se diverte com aquilo que faz,
  • olha para o relógio e já são horas de acabar,
  • chega à sexta-feira e não quer ir embora do trabalho,
  • chega ao Domingo à noite “mortinho” por voltar ao ginásio,
  • desempenha de forma ideal com muita energia e se lhe pedem para dizer como o faz, tem grande dificuldade, não sabe realmente porque entra nesse inexplicável estado de fluidez que lhe permite ser sempre melhor.

E vocês o que acham? Quais as características do melhor personal trainer (coach, treinador, professor, monitor, instrutor ou como lhe quiserem chamar)? Comentem!

27 comentários em “21 características de um bom personal trainer”

  1. Bom Dia Paulo Sena! adorei a materia. quero fazer educação fisíca para mim se tornar um personal trainner.mais quanto é o salario? como funciona? e onde que começa a trabalhar em academias,clubes e etc? muito obrigado.

    1. Olá!
      Não conheço a realidade em Espanha.
      Em Portugal o preço médio de uma sessão de PT anda pelos 25eur. Mas dependerá do mercado e da qualidade do personal trainer.
      Tem de ser bom para ter uma carteira de clientes regulares.
      Trabalha-se em academias, em condomínios privados, em piscinas, nos parques, em casa dos clientes, etc.
      Bons treinos!

  2. Foi meu professor há uns valentes anos em Castelo de Paiva…(lembro-me do seu carrinho verde…) e hoje novamente a cruzar-me consigo para pedir conselhos 🙂 A partir de Março entrarei numa nova aventura,desta vez como pt….depois das 21 características que apresentou,um conselho…..o que um pt nunca pode ser ou fazer!?

  3. boa tarde!! tenho uma duvida meu personal vai casar e falou que mesmo com sua ausencia por 15 dias tenho obrigaçao de pagar a ele para poder garantir meu horario!so obrigado a pagar por um serviço que nao vou receber?aguardo a resposta! obrigado!!

    1. Olá!
      Isso dependerá do acordo verbal ou contrato que fez com ele.
      Se fosse eu não cobrava. Se ele vai estar ausente, como é que ele diz que é para assegurar horário se durante esse tempo ele não vai treinar ninguém.
      Mas vocês é que sabem o acordo que fizeram.
      Bons treinos e obrigado por ter visitado o meu site.

  4. Bom dia ! Amei tudo que contem no texto.
    A paixão em fazer o que gosta, sim faz , toda diferença, hj foi meu primeiro dia como personal trainer. Tenho paixão em ser professora. O aluno senti isso, ele tem a percepção quando o professora é apaixonado pela profissão.

    1. Obrigado pelo seu comentário.
      São coisas simples muito bem feitas com emoção que nos levam ao êxito.
      Procuro ajudar os outros com as minhas publicações e fico contente por ter criado impacto positivo no seu trabalho.
      Continuação de bons treinos!

  5. Ola Paulo gostei muito de tudo que disse. So faz um ano que comecei a treinar nunca tinha feito antes, estou apaixonada por tudo , como isto mudou a minha vida. Estou pensando seriamente em me transformar em um personal treiner, mas ja tenho 38 anos sera que ainda posso? E tambem moro em Londres, estou pesquisando uma faculdade la, so achei alguns mas nao sei se sao bons. Se tiver alguma dica quanto a isto tambem? Obrigada. Iara

    1. Cara Iara,
      Obrigado pelos comentários.
      Para se transformar numa personal trainer depende da legislação do País. Não se requerem como em Portugal, que tenha uma cédula ou que seja licenciada em educação física.
      Tenho um aluno meu que agora está trabalhando aqui: http://www.r-fitness.co.uk/
      Creio que a empresa também dá cursos de formação.
      De qualquer modo, as certificações reconhecidas a nível mundial e com mais credibilidade são:
      http://www.nsca-lift.org/certification/cpt/
      http://certification.acsm.org/acsm-certified-personal-trainer
      http://www.crossfit.com/cf-info/certs.shtml
      http://www.afaa.com/

      Para aprender mais sobre treino, recomendo vivamente assinar o crossfit journal. É barato, tem seminários completos online e aprenderá sobre musculação, ginástica, populações especiais, etc. Muito bom mesmo!
      http://journal.crossfit.com/

      Bons treinos!

  6. bom dia
    paulo estou pensando em ser personal a alguma boa faculdade que voce me indica aqui em sao paulo?
    abraços

  7. Obrigado pelo seu comentário.
    Você já tomou a melhor decisão: agir! Se não aplicarmos o que aprendemos, de nada serve esse conhecimento.
    Continue a explorar o site.
    Bons treinos!

  8. Muito interessante a sua postura diante desta profissão. Hoje a busca pelo crescimento financeiro faz com quem os profissionais não demonstrem tanto prazer e amor diante do seu trabalho. Sou graduada em Educação Física e pretendo atuar como personal, estou motivada por essa sensação prazerosa que a minha profissão me permite sentir. Quero estudar muito, aprender sempre e agir de acordo com tudo que li e assimilei com vc. Muito obrigada por suas palavras.

  9. pow cara fico muito feliz por um trabalho tão grandioso como esse … sou apaixonado por essa profissão … pretendo um dia ser um profissional realizado …

  10. Se fizermos o que gostamos. Se tivermos paixão por isso, crescemos e facilmente conseguimos ganhar dinheiro com isso. Digamos que… Sem esforço descobrimos o filão. É que… A felicidade no trabalho expande-se para quem nos rodeia. A outra grande chave reside em… Sermos diferentes, únicos!
    Quando fazemos aquilo que amamos, é muito fácil sermos imprescindíveis. E quando somos imprescindíveis somos muito valorizados. Logo… Digamos que há gente disposta a pagar pelos serviços de pessoas imprescindíveis 🙂 É costume sentirem a sua falta no trabalho? Então… Está no bom caminho!

  11. todo o texto se define na relação social. Interessante pois entra no contexto muito discutido, pelo menos por mim. Afinal o que e mais interessante fazer o que gosta ou fazer esperando o retorno(dinheiro)

  12. Muito obrigado pelo comentário.
    Como eu compreendo alguns dos exemplos que apresenta. Observei e vivi situações idênticas.

    Neste texto, procurei destacar algumas características que não abundam nos profissionais.
    Aquilo que faz com que as pessoas se mantenham nos ginásios tem muito mais a ver com a relação sócio-professor. E essa… Não anda lá muito boa. Os conhecimentos técnicos e teóricos abundam. Mas a transferência para o mundo real necessita melhorar muito. Falo na generalidade daquilo que vou observando nos vários ginásios por onde vou passando regularmente.

    Um professor é um educador e o sucesso de um programa de treino vai muito mais além do que uma receita de séries e repetições. Quanto mais ele conseguir alterar as deficiências de sono e alimentação, quanto mais conhecimentos e experiência tiver ao nível dos comportamentos dos “atletas”, mais facilmente conseguirá resultados.

    Se calhar, os cursos de formação de professores de educação física, de instrutores de fitness, terão de dar mais importância a outros conteúdos que, nos dias de hoje, pelas mudanças sociais, pela diferente educação dos profissionais, podem, mais do que marcar a diferença, ser a base do trabalho destes “mestres do movimento”.

    Muito obrigado pelos comentários!
    Tenho procurado ser mais regular na escrita ou nos “desabafos”. Tenciono continuar. E para isso é necessário que os leitores façam comentários. E, se eu puder contribuir para mudar algo no mundo, fico muito contente.

    Bons treinos!

  13. Bom post!

    O tema da Proxemic é um filão de conversa interminável. Comporta imensas coisas. Muitas variáveis. Desde logo a impossibilidade de estabelecer universais nos códigos humanos. Nos animais não humanos os diferentes níveis de proximidade são mais fáceis de identificar dentro de determinada espécie. Nos grupos gregários um indivíduo do exterior que se aproxime demasiado é logo avisado – por um conjunto de sinais – sobre o desconforto que esta a causar. A aproximação excessiva ou o contacto visual persistente são sinais de desafio também entre os seres humanos. Contudo nestes últimos, observamos que o desconforto nem sempre é sinalizado. Reparamos que só no limite alguém declara que esta desconfortável com um nível de aproximação excessiva. Assinalar esse desconforto já é um incidente socialmente grave. Só imagino isso em casos limites de assédio sexual ou numa situação de quase confrontação física. Acresce que uma cultura mediterrânica é diferente de uma nórdica, no nível de proximidade consentida.

    Num ambiente informal as pessoas tocam-se quase a todo o instante. É sobretudo frequente entre machos humanos, quer se conheçam bem ou não. Toques rápidos nas costas e ombros são saudações frequentes, tão frequentes que nem damos por elas.

    Lembro-me de num ginásio ter sentido necessidade de saber quanto tempo um individuo (desconhecido) demoraria a usar um banco de supino. Estava ele deitado a preparar-se para começar o exercício. Vim de trás e para sinalizar a minha presença e o precaver que lhe falaria, pousei a mão no ombro dele e perguntei quantas series ia fazer. Não entendeu o meu português. Era anglo-saxão. Entendeu ainda menos aquela mãozinha no ombro. Haviam de ter visto os olhos arregalados com que me fitou. Preocupado, escandalizado e a rodar o pescoço em direcção a um amigo português para que este traduzisse rapidamente, não a minha frase (coisa que eu teria feito se tivesse tempo) mas aquele gesto selvagem. Foi o amigo que me respondeu e assegurou o amedrontado com um “its allright”! Achei estranho. De tal maneira que ainda hoje me lembro. Como me lembro de os meus amigos me terem posto a fama de ser formal e distante antes de me terem conhecido melhor. Não distante o suficiente para os nórdicos, esta visto!

    Para além das diferenças culturais também existem as pessoais. As variações são muitas. Já tive professores de musculação que perante uma queixa de um desconforto muscular, me enfiaram as mãos pela t shirt dentro, apalparam, sondaram à bruta quase ate às cuecas para saber o que se passava com a “carcaça.” E um que na imaginação dele pensou estar a massajar um músculo contraído perto do pescoço, quando na verdade me estava a agredir com tanta força que tive de conter, estoicamente e a custo, um gemido de dor. Outro na sala de exercício aquando de uma avaliação física, perguntou-me se não queria ir ao balneário para colocar um monitorizador cardíaco que se põe sem dificuldade no tórax, bastando para isso levantar a camisola durante segundos. Somos mesmo todos diferentes.

    A empatia sim é importante. Mas não só nesta actividade. É importante em todas as que envolvem comunicação.

    Em relação a coaching, a coisa complica-se. O professor deve ser isso mesmo, professor. Não um guru, nem um guia para a vida. Mas talvez as pessoas estejam tão desamparadas de outro tipo de vínculos que precisem de relações formais para operar de forma equilibrada. Contratualizam hoje serviços que eram intangíveis e correntes na família e nos grupos comunitários de apoio. Já treinei em ginásios que tinham as paredes cobertas de frases zen; enquanto levantava alteres podia ler coisas sobre “dar sentido à vida”, “sintonizar-me com o universo” “encontrar o centro cósmico no meu umbigo” e outros disparates desse calibre. Enfim… sinais dos tempos.

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