Dips ou supino?

Supino

Mobilizamos em termos dinâmicos peitorais, deltóides e tríceps, mas a estabilidade começa nos pés, a força transmite-se pelas pernas e tronco.

Conseguimos ter os ombros numa posição anatómica mais segura e estável.

Mais fácil manter as omoplatas em depressão e retração para dar estabilidade ao ombro.

Conseguimos levantar mais peso. Benchmark: 1,25 x peso corporal.

Depois do press, diria que é o segundo exercício mais produtivo que mobiliza fortemente a parte superior do corpo.

Dips

Mobilizam peitorais (com um ângulo mais favorável do que o supino), deltóides e tríceps.

Os dips (afundos nas paralelas), costumam ser mais “irritantes” para os ombros.
Mas são um bom auxiliar quando não temos pesos mas temos acesso a paralelas como as dos parque saudáveis (cuidado com o afastamento das mesmas).

Necessitam uma base de força que podem ser as flexões de braços ou o próprio supino, para poder efetuar pelo menos meia dúzia de dips negativos e depois progredir para repetições completas com todo o peso corporal.

Claro que a técnica também tem um papel importante.

Não recomendamos o uso de elásticos nem a dependência de máquinas de chin/dip durante muito tempo.

Nota

A base de melhoria em ambos, será sempre a progressão:

  • técnica
  • volume (numa fase inicial);
  • intensidade/sobrecarga;
  • no caso dos dips, devemos começar numa plataforma estável (tipo paralelas) e só depois avançar para uma plataforma instável (tipo argolas).

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Hoje continuo esse trabalho na newsletter Motor-Humano, onde partilho reflexões práticas sobre treino, força, psicologia do desporto e longevidade.

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