Desportistas profissionais e redes sociais – Linhas de orientação

By: Jason Howie

Definir Objetivos

Primeiro o treinador ou jogador terá de começar por definir o seu objetivo de comunicação nas redes sociais. Exemplos:

  1. Ganhar notoriedade;
  2. Atrair os media;
  3. Construir uma marca;
  4. Criar determinada reputação;
  5. Conseguir fans;
  6. Inspirar e motivar;
  7. Partilhar experiências;
  8. Expor-se para mostrar patrocinadores;
  9. Dar de volta;
  10. Criar uma opinião pública em torno de alguém ou de algo.

Linha de Privacidade

Definir claramente até onde está disposto a expor a sua vida privada.

Decidir o que colocar no perfil pessoal.

Este deverá estar de acordo com o objetivo inicial de comunicação.

Escolher as plataformas

Escolher as plataformas e decidir que tipo de conteúdo a publicar em cada uma. Por exemplo: podemos publicar citações e imagens no instagram, utilizar o twitter para comunicar com os fans e criar maior interação, o facebook para gerar discussão, o youtube para videos…

Acalmar antes de publicar.

Uma vez que os eventos desportivos envolvem muita emoção, será conveniente esperar pelo menos 24h após um “incidente” antes de publicar algo sobre o assunto.

Conteúdo

Como se costuma dizer: o conteúdo é rei! A produção de conteúdo é fundamental quando andamos pelas redes sociais. Passamos muito tempo a consumir e melhor seria passar 80% do tempo a produzir e publicar conteúdo e os restantes 20% a consumir. Dependendo do objetivo: citações, fotos, vídeos, clarificar situações, histórias, exemplos, inquéritos, opiniões, etc.

Consistência a publicar

Para maior eficácia, recomenda-se 5 a 20 publicações diárias para conseguir atenção.

Rotina

Definir uma rotina, um tempo de trabalho diário nas redes sociais.

80/20

Manter uma relação de publicações: 80% para a audiência 20% sobre nós, irá mostrar à audiência o objetivo anteriormente definido.

Partilhar media

Fotos, vídeos, documentos, criam impacto forte nas redes sociais.

Ter um conjunto de histórias de reserva para publicar a qualquer altura

Quando temos um pouco mais de tempo disponível, é bom produzir mais conteúdo a fim de ter como reserva para alturas em que necessitamos criar mais impacto e alturas em que não dispomos de tanto tempo para criar conteúdos.

Criar um website

Criar um espaço onde possamos ter alguma informação institucional/pessoal, local onde se controle melhor a informação produzida, pois nas redes sociais, na generalidade, perdemos um pouco o rasto ao passado das publicações.

Ter uma câmara

Uma ferramenta que facilite as publicações, é importante para a qualidade das publicações, mas um telemóvel também serve e estará sempre disponível para momentos únicos.

Conhecer as regras

Fundamental conhecer as regras do clube ao qual estamos ligados bem como a federação da modalidade, sobre este tipo de comunicação nas redes sociais, para estarmos alinhados e sermos bem interpretados.

Responder aos comentários

Essa é a forma de criar verdadeiros laços e interação.

Se não tens coragem…

De dizer ou mostrar isso a um dirigente, pai, adepto, árbitro, treinador ou jogador em direto, então não publiques online.

Vestir a camisola.

Se representas um clube, uma escola, um ginásio, uma associação, mostra isso no teu perfil e nas publicações que fazes.

Dar! Dar! Dar!

Se queremos receber em troca elogios, ou ter fans, ou ter algum tipo de reconhecimento, ou que nos comprem, algo, primeiro temos de dar e dar e dar informação, ajuda, e partilhar para mais tarde receber.

PARTICULARIDADES dos TREINADORES

Se os atletas são menores, cuidado com os conteúdos e evitar mensagens privadas. Preferir tudo em grupo e público.

Decidir se mantemos uma conta pessoal/profissional ou se criamos várias.

Criar um código de conduta para as redes sociais relacionado com os valores da equipa e partilhar dentro do clube.

Marketing pessoal. Como tudo aquilo que fazemos é marketing, tudo o que fazemos pode aproximar ou afastar potenciais clientes, as redes sociais têm enorme potencial nesta área.

Usar as redes sociais para criar espírito de equipa.

Decidir sobre um tempo de “black-out” de 30-60 minutos antes e após um evento (jogo) para que os atletas se concentrem no evento e por outro lado para que após o jogo se acalmem antes de publicar alguma coisa.

Se tivermos uma doença grave, queremos o melhor médico do mundo.

Se tivermos uma doença grave, queremos o melhor médico do mundo. Não vamos perguntar à vizinha. Então, porque acreditamos em todo e qualquer indivíduo que nos indica algo sobre exercício físico?

Validem as vossas fontes de informação:

  • Que formação técnica e profissional tem a nossa fonte de informação?
  • Quer vender-nos algum produto?
  • Quantas pessoas treinou?
  • Que tipo de pessoas treinou (atletas, idosos, sedentários…)?
  • Que experiência tem? Tem um ano repetido dez vezes, ou construiu um conhecimento sólido baseado em grandes princípios de treino.
  • Ele próprio incorporou o exercício na sua vida de forma equilibrada e foi adaptando o programa de treino ao longo dos tempos?
  • Tem muitas certezas absolutas?
  • Interessa-se por nós como pessoa?
  • As indicações que nos dá, incluem sono e alimentação?
  • Faz perguntas poderosas?

Estas são apenas algumas questões que nos deveremos colocar a nós próprios ao aceitar informação sobre exercício e estilo de vida que vem de uma fonte desconhecida. Não tem de ser perfeito, mas… Também não pode ser qualquer um. Embora (confesso), grande parte das soluções no que toca ao exercício físico estejam mesmo dentro de nós. Por vezes, apenas necessitamos de uma ajuda profissional séria e uma dose de motivação que nos faça

Como diria Arthur Jones: “Se queres aprender a treinar um cavalo de corrida… Não perguntes a um cavalo de corrida!”