O remo é um dos melhores movimentos de endurance que encontramos nos ginásios. Não tem impacto e mobiliza todo o corpo. Pode ser executado a qualquer velocidade, mas retiramos mais proveito se o fizermos coordenando o movimento de forma a criar a seguinte sequencia da frente para trás: pernas, tronco e braços no final.
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Como triplicar as elevações na barra em menos de três meses REFORMULADO
A pedido de alguns leitores, a Daniela reformulou o seu texto com recomendações mais específicas. Leiam e toca a treinar! Enviem os vossos comentários. Obrigado
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Qual Popeye, the sailor man, e seus espinafres!
O resultado está ao alcance de qualquer um, ou uma… Antes de mais, é preciso querer! Uma vez que essa vontade exista, tudo se torna mais fácil!
O meu “segredo” resume se a:
-Treinos regulares (treino 3 dias seguidos, descanso no 4º dia e assim sucessivamente);
-Treinos intensos (quando treino, dou sempre o meu melhor);
-Treinos curtos (entre 15 a 30 minutos);
-Persistência (não desisto à primeira dificuldade, pelo contrário, as dificuldades motivam-me para que as supere;
-Paciência (os resultados não se vão notar na 1ª semana, nem provavelmente no 1º mês).
Ideias a refutar:
- Tenho de treinar muito tempo (não precisa estar uma hora no ginásio para que os efeitos sejam notados. Os resultados não surgem pelo tempo que despendemos no ginásio, mas sim pelo tempo de trabalho. Se eu for ao ginásio e estiver cinco minutos a treinar, e quinze minutos a descansar… );
- Tenho de me inscrever num ginásio (Quem disse que para fazer exercício físico é necessário estar inscrito num ginásio? Têm uma sala? Um espaço onde possam realizar umas flexões, agachamentos, abdominais? Têm cadeiras e uma vassoura? Então podem começar por aí!);
- Não tenho força nos braços, por isso nunca vou conseguir fazer elevações (Princípio da sobrecarga: Para podermos aumentar a nossa força, a nossa resistência, temos de submeter o nosso corpo a mais do que aquilo a que ele está acostumado);
- Se fizer musculação vou “crescer” e ficar muito musculada (Os nossos ossos, não crescem pelo facto de fazermos musculação e os nossos músculos não incham em proporções tamanhas, ao ponto de ficarmos “grandes”, só com a musculação. Vão ficar definidas, isso sim!).
Quando comecei a treinar, conseguia apenas fazer duas elevações. Sempre que um treino implicava fazer 10 elevações, eu não fazia só as duas que conseguia. Fazia essas duas e as restantes, adaptava-as as minhas capacidades.
-Elevações com salto;
-Elevações negativas;
-Elevações partindo de uma posição mais baixa (corpo sentado ou em prancha);
-Elevações com balanço.
Há somente dois pensamentos para sermos bem sucedidos: Querer um objectivo e não desistir dele! Depois é só dar asas à imaginação e procurar um meio para atingir os nossos fins.
A sensação de elevar, apenas com os nossos bracinhos, todo o nosso corpo até ver o nosso queixo ultrapassar a barra é fantástica! E se formos capazes de repetir isto, duas, três vezes… ainda melhor!
Por isso, não arranjem desculpas para não treinar. Se não o querem fazer, isso já é outra coisa. Mas se quiserem melhorar o vosso desempenho físico, há recursos por toda a casa que podem ser utilizados como meios para atingir os nossos fins!
A todos os que treinam, bons treinos!
Aos que não o fazem… deviam!
Daniela Silva
Desafio do Dia
55 min de corrida pelos caminhos de Santo Estêvão – Chaves. Caminhos com pouca lama, tempo ameno, sem Sol nem chuva. Cheiros de Primavera, passando por ribeiros cheios de vida, pequenas cascatas, campos verdejantes, pequenas pontes Romanas escondidas… Enfim! Verdadeiro trajecto de tesouro de Páscoa.
Desafio do Dia

Paulo Sena e Sérgio Rodrigues após o treino.
Em 20′:
- Power clean 7x5x65kg
- Pés à barra 6×10
- Wallball 6x15x5kg
Desafio do Dia: Corrida São Silvestre do Porto
Foi com grande alegria que ontem participei na corrida de São Silvestre no Porto. Há muito tempo que pretendia fazer este percurso. Tinha acumulada a frustração das inscrições esgotadas em 2009. A corrida faz parte do meu processo de treino, mas o percurso que habitualmente utilizo é relativamente plano e tem uma distância aproximada de 7kms. Nesta prova o desafio era constituído pelo relevo do percurso, a distância superior, a hora da corrida e a ansiedade criada pelo ambiente competitivo.
Milhares de participantes de todas as fisionomias, experiência de treino e escalões etários, tornam a prova riquíssima, permitindo verificar o nosso nível quando comparado por pessoas que julgamos mais fortes e não o são, ou por pessoas que aparentemente julgamos como mais fracas e são todo o contrário.
A presença do público tem efeitos curiosos sobre nós e sobre os outros. Na primeira das duas voltas, apercebemo-nos do ambiente de festa, mas na segunda volta, menos “aconchegados” pela presença de outros participantes, apercebemo-nos da importância do incentivo exterior. Embora as sensações de esforço sejam mais intensas devido a algum cansaço, é possível sentir a força do ambiente exterior pela interpretação que lhe damos (quer seja por termos vergonha da performance do momento, quer seja pelas frases de incentivo escutadas). Voltei a aplicar técnicas de meditação numa fase mais difícil da prova e de maior isolamento. A busca de um ritmo liderado por alguém, transformou-se numa espécie de contra-relógio liderado pelas sensações corporais próprias e por uma gestão da distância a percorrer e do relevo dado a conhecer pela primeira volta do percurso.
Foi mais uma aprendizagem, mais um teste e mais uma observação no terreno das especificidades do desafio de uma prova de atletismo de rua. A cultura dos seus participantes, a forma como se vestem, como comunicam, como comentam e reagem ao ambiente, como realizam o seu aquecimento, ou como dão importância a aspectos que noutras modalidades têm uma relevância completamente distinta, é de facto muito interessante.
O tempo que tardei em cumprir a prova esteve dentro das perspectivas iniciais. Sabia que corria semanalmente a 10km/h aproximadamente, sabia também que o ritmo seria mais baixo na subida e mais forte na descida, sabia que as exigências musculares sobre os gémeos e flexores da anca nas subidas seriam bem diferentes daquelas sentidas nos percursos planos, sabia que as descidas implicariam maior impacto, sabia que o piso duro mas variado pelo empedrado irregular, traria um estímulo diferente do habitual. Todo esse conhecimento, ou expectativa inicial, a minha interpretação dessas situações, colocou uma expectativa, uma dose de ansiedade, que foram geridas ao longo da prova que teve um momento único para mim, ao ser “dobrado” por atletas de nível internacional que terminaram a prova em 29’17”, face à minha hora, três minutos e sete segundos (posição 1951 da classificação geral). Delicioso ver a sua técnica de passada activa ao tocar o solo, especialmente na descida. Estimulante também pela interpretação que dei ao momento: “- Estou numa prova de atletismo de grande nível! – Vou chegar ao fim!”. Foi mesmo a partir desse momento que entrei verdadeiramente em prova. Digamos que, o deslumbramento, a dúvida e as perguntas na minha mente, deram lugar a meditação (mente vazia) e a decisões estratégicas de dar o máximo na segunda volta, procurando pessoas com ritmo de referência e impondo em mesmo, um ritmo que me permitiu ultrapassar centenas de participantes trazê-los comigo e impedir de ser ultrapassado em toda a segunda volta. As sensações corporais intensas foram controladas pelo bem-estar criado pelo avanço metro a metro.
No final, a promessa cumprida com os famosos burpees em frente a um dos símbolos da minha “aldeia”. E o extraordinário que foi, comprovar a sensação de poder fazer muito mais do que fiz se a tal fosse obrigado. Senti-me capaz de fazer mais uma volta ou uma batelada de burpees. É nestes desafios (no caso de longa duração) que verificamos a permanente união mente-corpo e a aplicação dos conhecimentos adquiridos na Meditação Vipassana e nos nossos treinos semanais. Recomendo vivamente, até porque, correr acompanhado é muito melhor.
