Psicologia do Desporto, PNL, Coaching e Hipnose

O prazer surge na fronteira entre o aborrecimento e a ansiedade, quando os desafios estão bem equilibrados com a capacidade de agir de alguém. – Mihaly Csikszentmihalyi

A Psicologia do Desporto: uma área de crescente importância. 

Desde muito cedo o desporto foi utilizado como forma de educar as pessoas. Para Fitz (1897) a prática desportiva (jogar) era um meio de se preparar para a vida, por promover a capacidade de decisão, habilidade de perceber as condições corretamente e a habilidade de reagir rapidamente a um ambiente mutável.

Pessoas e factos marcantes 

Em 1898, Norman Triplett realiza um estudo com ciclistas onde conclui que os corredores que competiam contra outros, obtinham melhores resultados.

Edward Scripture (1864-1945), um psicólogo da Yale University, estuda o tempo de reação dos corredores.

Em 1920 Carl Diem cria o primeiro laboratório de psicologia do desporto na Alemanha.

Em 1925 Coleman Griffith da University of Illinois cria também um laboratório dedicado à psicologia do desporto e mais tarde escreve dois livros marcantes: Psychology of Athletics (1928) e Psychology of Coaching (1926).

Em 1938, Coleman Griffith começa a trabalhar como consultor nos Chicago Cubs, tornando-se um dos primeiros psicólogos desportivos a trabalhar no desporto profissional.

Nos anos 40, em Portugal, já o Instituto Nacional de Educação Física incluía cadeiras de psicologia aplicada ao desporto nos seus cursos. Aníbal Costa, Alves Vieira, Noronha Feio e António Paula Brito foram algumas das primeiras referencias da área em Portugal.

Em 1947, Tim Gallwey um jogador da equipa de Ténis da Harvard University, publica o livro The Inner Game of Tennis, revolucionário e surpreendente que depois extrapolou os seus conteúdos até à área empresarial. No documento, o autor partilha como começou a explorar formas de focar a mente do jogador na observação direta e sem julgamento no corpo, na bola e raquete, de uma forma que dava relevo à aprendizagem, à performance e ao prazer do processo. Esta abordagem de tomada de consciência permitia que os jogadores amadores se desenvolvessem fisica e instintivamente sem muitas instruções técnicas específicas. Cada jogo compõe-se de duas partes: um jogo exterior e um jogo interior. O primeiro é jogado contra um adversário para superar obstáculos externos e atingir um objetivo. O jogo interior desenrola-se na mente do jogador contra obstáculos como falta de concentração, nervosismo, ausência de confiança, autocondenação, tudo hábitos que impedem um bom desempenho.

Em 1965 foi criada na europa a International Society of Sport Psychology (ISSP).

Em 1966, Bruce Ogilvie e Thomas Tutko, escreveram Problem Athletes and How to Handle Them. Ogilvie estudou mais de 250 desportistas de alto nível nos anos 70.

Em 1967 funda-se a North American Society for the Psychology of Sport and Physical Activity (NASPSPA).

Em 1979 o Journal of Sport Psychology começa a publicar as diversas investigações realizadas nesta área de estudo.

Nos anos 80, os artigos de Rainer Martens ajudaram a promover a psicologia do desporto. O professor da University of Illinois havia criado a famosa editora Human Kinetics em 1974 por falta de uma editora que publicasse as atas da conferencia da NASPSPA em 1973.

Em 1987 fundava-se a divisão 47 da American Psychologycal Association – Sport & Exercise Psychology.

Como mente e corpo não existem por separado e interagem entre si, o estudo dos comportamentos humanos em ambiente desportivo tem vindo a ser um fenómeno cada vez mais estudado. A incorporação da psicologia do desporto na década dos 80, foi talvez um dos elementos mais destacáveis do recente panorama investigador (Singer, Hausenblas y Janelle, 2001).

Definição

A psicologia do desporto aplicada (American Psychological Association Division 47 [APA], 2014) é o estudo e aplicação dos princípios psicológicos à performance humana para ajudar os atletas a obterem uma performance consistente na faixa superior das suas capacidades e para desfrutar de forma plena do processo de performance desportiva. Os psicólogos aplicados são treinados e especializados para participarem numa ampla gama de atividades, incluindo: a identificação, desenvolvimento e execução do conhecimento mental e emocional, dos skills e habilidades requeridas para a excelência nos domínios atléticos; a compreensão, diagnostico e prevenção dos inibidores psicológicos, cognitivos, emocionais, comportamentais e psicofisiológicos para uma performance excelente; e a melhoria dos contextos atléticos para facilitar um desenvolvimento mais eficiente, uma execução consistente e criar experiencias positivas nos atletas.

Para Dosil (2004, p.13) a psicologia da atividade física e do desporto é uma ciência que estuda o comportamento humano no contexto da atividade física e desportiva, e como disciplina das ciências da atividade física e do desporto, guarda uma relação estreita com todas as que se enquadram nesse âmbito, aportando os conhecimentos psicológicos e desta forma, completando e enriquecendo as contribuições próprias de outras ciências como a medicina, a sociologia ou o direito. É portanto uma psicologia aplicada. Assim, Weinberg e Gould (2011) resumem a psicologia do desporto e do exercício físico como um estudo científico de pessoas e seus comportamentos em atividades físicas e desportivas.

A intervenção da psicologia no desporto

Como não existem muitas licenciaturas em psicologia do desporto em todo o mundo, pode ser difícil determinar qual a melhor combinação de formação, treino e experiência que qualificam o psicólogo desportivo. No entanto, a Divisão 47 da APA sugere que os psicólogos do desporto sejam licenciados em psicologia com experiência na aplicação dos princípios psicológicos nos cenários desportivos.

O psicólogo do desporto normalmente faz parte de uma equipa de trabalho e pode especializar-se numa modalidade desportiva, sendo uma atividade desafiante e estimulante. Mas o trabalho de equipa cria enormes desafios pelos condicionalismos impostos pelos líderes das equipas, sobretudo nos desportos coletivos. É por isso uma tarefa de trabalho para indivíduos que gostem de trabalhar em equipa. Requer boa formação, muito treino e experiência, bem como a criação de uma forte rede social no desporto onde intervém, porque as oportunidades para licenciados e incluso mestres, são muito limitadas.

Para a intervenção do psicólogo desportivo ser eficaz com os desportistas, existem alguns pressupostos:

  • que os atletas gostem dele como pessoa
  • que não seja visto como dominador
  • seja flexível na sua ação
  • tenha treino como terapeuta
  • tenha experiência
  • que se enquadre na modalidade, na situação competitiva
  • mostre sensibilidade para as necessidades individuais dos atletas
  • não imponha metodologias iguais para todos
  • contacte os atletas com alguma frequência e encontre tempo para situações de 1 para 1
  • faça poucos discursos teóricos
  • evite aplicar questionários e fichas antes das competições e numa fase inicial de conhecimento mútuo
  • evite ser demasiado observador/controlador dos atletas
  • evite timings de intervenção inadequados (por exemplo próximo de eventos importantes) sem conhecer os atletas previamente
  • disponibilize tempo suficiente para dar feedbacks.

A psicologia do desporto continuará a ser uma área de intervenção polémica pela sua inegável importância, pela sua fraca imagem perante o público em geral e perante os desportistas em particular que ainda veem o psicólogo do desporto como alguém a quem recorrer quando têm problemas em vez de o verem como um técnico que ajuda a melhorar o rendimento humano. Se verificarmos a evolução desta ciência, podemos confirmar que houve nestes cem anos muito foco no problema e esta abordagem criou a imagem da psicologia do desporto. Acresce o facto de muitos psicólogos não se terem integrado adequadamente no universo desportivo e terem uma abordagem muito clínica das situações. Mas alguns profissionais estão a mudar tudo isto no terreno.

A psicologia e outras tecnologias de intervenção no desporto

Programação Neurolinguística – PNL

Supostamente a Psicologia e a PNL têm abordagens comuns e procuram modelar os melhores treinadores e professores, registando os princípios psicológicos que os desportistas de elite utilizam, para posteriormente passarem estas estruturas mentais aos novos professores e treinadores. No entanto, a psicologia é considerada uma ciência, enquanto a PNL, embora popular continua a causar controvérsia. A inexistencia de investigações imparciais e independentes fazem com que a PNL não seja admitida pela comunidade científica mais inflexível. No entanto,  continua a ser uma ferramenta de intervenção muito útil, bastante utilizada mesmo quando se diz o contrário, porque está focada na modelagem de comportamentos e na linguagem como agente de mudança. Aliás, vários estudos académicos têm por base algumas das chamadas pressuposições da PNL e parte dos procedimentos da psicologia não têm provado ser assim tão eficazes. Talvez o grande erro da NLP seja a afirmação da rapidez e poder dos seus processos terapêuticos. Naturalmente a comunidade científica não pode reconhecer processos pouco estudados, embora parte destes se confundam com os da psicologia científica. E como todo o conteúdo mental é demasiado volátil e interage com o fisiológico, tornará sempre difícil o seu estudo mesmo em laboratório.

Hipnose

A American Psychological Association – APA (2016) define como uma técnica terapêutica, um estado de consciência que envolve atenção focada e consciência periférica reduzida, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão. Embora seja controversa, segundo a APA a maioria dos clínicos está de acordo que pode ser uma poderosa e eficaz técnica terapêutica para uma ampla variedade de condições, incluindo dor, ansiedade e outros transtornos de humor. A hipnose pode também ajudar as pessoas a mudar os seus hábitos. Embora a comunidade científica admita mais a sua utilização é por vezes colocada no mesmo patamar da PNL.

“Perguntas de qualidade criam qualidade de vida. Pessoas de sucesso fazem as melhores perguntas e, como resultado, recebem as melhores respostas” – Anthony Robbins

Coaching

Outra ferramenta reconhecida pela psicologia é o coaching onde o coach ajuda o coachee a ir do ponto A ao ponto B que foi definido pelo cliente (coachee). Nesta abordagem em vez do treinador assumir o poder sobre as pessoas, procura através de questões poderosas que o cliente descubra o poder que tem dentro, que encontre as respostas para os seus problemas/desafios. Ou seja, o coach evita impor conteúdo. Este pressuposto enquadra-se bem na PNL. Daí as vermos associadas frequentemente. Mas ao contrário da PNL, o coaching tem diversas organizações formadoras e métodos variáveis, gerando por vezes abordagens confusas todas categorizadas como coaching.

O coach ajuda a: clarificar e definir adequadamente um objetivo e metas intermédias; identificar o porquê desse objetivo para que durante toda a ação haja força para continuar o caminho; controlar o processo; identificar os obstáculos; identificar recursos humanos e materiais disponíveis para levar a cabo a dita viagem até ao ponto B. É importante perceber que os clientes, os desportistas só necessitam um coach por: falta de disciplina, falta de método e inexistencia de um processo de controlo. Logo, a ação do coach deverá estar focada nesses aspectos e não nos porquês das coisas nem na imposição de formas de atingir os objetivos do cliente. Como o seu trabalho é feito com perguntas é normal que este utilize uma técnica que a PNL chama de meta-modelo.

Uma grande invenção é algo útil, fácil de executar e que faz uma enorme diferença para a humanidade. Não interessa tanto aquilo que é, mas sim aquilo que faz. – Manoj Bhargava

Dos rótulos à intervenção

Por muito que se procure definir, delimitar, estabelecer fronteiras, conceitos, rótulos, no final o objetivo é intervir no sentido de mudar o estado do desportista para que este altere os seus comportamentos no sentido positivo. Perante isto, temos de usar a tecnologia existente e criar formas de intervenção que resultem com utilizadores de ginásios, atletas, desportistas de fim-de-semana e equipas. No fundo, temos de tornar a tecnologia útil.

As ferramentas de intervenção mental necessitam treino na sua aplicação, porque, tal como acontece com as flexões de braços, os resultados só poderão ocorrer com a sua prática regular. A psicologia do desporto, o treino mental faz-se no dia-a-dia e deverá estar integrado em todos os processos de preparação de um desportista.

Agora vamos descobrir como é que a as tecnologias de intervenção mental podem ser úteis para melhorar a adesão ao exercício e o rendimento desportivo dos treinadores e dos praticantes, transformando os problemas em desafios. Utilizando abordagem bio-psico-social do indivíduo e sempre num equilíbrio entre a teoria e a prática.

Bibliografia

American Psychological Association. (2014). Defining the Practice of Sport and Performance Psychology. Retirado de: http://www.apadivisions.org/division-47/about/resources/defining.pdf

American Psychological Association. (2016). Hypnosis Today – Looking Beyond the Media Portrayal. Retirado de: http://www.apa.org/topics/hypnosis/

Dishman, R.K. (1983). Identity crises in North American sport psychology: Academics in professional issues. Journal of Sport Psychology, 5, 123–134.

Dosil, J. (2004). Psicología de la actividad física y del deporte. Madrid: McGraw-Hill.

Fitz, G. W. (1897). Play as a factor in development. American Physical Education Review, 2, p.209-215.

Gallucci, N. (2014). Sport Psychology: performance enhancement, performance inhibition, individuals, and teams (2nd ed.). New York: Psychology Press.

Greenwood, J. (2009). A conceptual history of psychology. Boston: McGraw-Hill.

Martens, R. (1979). About smocks and jocks. Journal of Sport Psychology, 1, 94–99.

Singer, R., Hausenblas, H., e Janelle, C. (2001). A brief history of research in sport psychology. In R. Singer, H. Hausenblas e C. Janelle (Eds.). Handbook of sport psychology (pp. xiii-xix). New York: John Wiley & Sons.

Triplett, N. (1898). The dynamogenic factors in pacemaking and competition. American Journal of Psychology, 9, 507-533.

Weinberg, R. e Gould, D. (2011). Foundations of sport and exercise psychology (5th ed.). Champaign, IL: Human Kinetics.

Witkowski, T. (2010). Thirty-Five Years of Research on Neuro-Linguistic Programming. NLP Research Data Base. State of the Art or Pseudoscientific Decoration? Polish Psychological Bulletin, 41 (2), 58-66.

Zaichkowsky, L. e Perna, F. (1992). Certification of consultants in Sport Psychology: a rebuttal to anshel. The Sport Psychologist, 6, 287-296.

100 formas de conseguir clientes de personal training

Paulo Sena e Carlos Pinto1. Trabalha para seres o melhor profissional do mundo naquilo que estás a fazer agora.
2. Passa 15 dias sem TV e sai para a rua.
3. Educa os teus familiares e amigos sobre a atividade do personal trainer.
4. Contrata o melhor personal trainer que conheces durante um período de tempo limitado e aprende com ele em termos de comunicação, atitude, marketing, etc.
5. Procura o melhor personal trainer que faça coaching com personal trainers e contrata-o com um objetivo bem definido.
6. Tudo aquilo que fazes é marketing porque pode aproximar as pessoas de forma a criar uma relação comercial. Por isso cuida da forma como falas, vestes, te movimentas, locais que frequentas… De forma a te aproximares do teu público alvo. A propósito… Sabes qual é?
7. Treina para teres a melhor condição fisica de sempre. Partilha publicamente os resultados desse processo.
8. Treina o padre da paróquia (podes fazê-lo gratuitamente).
9. Treina um funcionário do café mais povoado da tua zona.
10. Treina o teu barbeiro ou cabeleireira.
11. Treina em público: parque, piscina, ginásio.
12. Treina um amigo ou familiar como se fosse um cliente com registo de treino e tudo aquilo que darias a um cliente.
13. Publica uma newsletter de uma página e deixa uma foto e contactos no final. Deixa essa newsletter nos locais que o teu público alvo frequenta.
14. Faz um cartão de visita diferente.
15. Pública os teus treinos num blogue.
16. Candidata-te a fazer um pequeno programa numa rádio local.
17. Escreve uma coluna de exercício num jornal local.
18. Desenvolve as tuas habilidades de comunicação.
19. Faz um curso de coaching.
20. Faz um curso de programação neurolinguistica.
21. Define objetivos específicos, mensuráveis e coloca-lhe uma data.
22. Atua como se já tivesses atingido esses objetivos. Usa os 5 sentidos nesse processo.
23. Partilha os teus objetivos com outras pessoas para aumentares o compromisso com os mesmos.
24. Escreve os teus objetivos todos os dias como se já os tivesses alcançado. Descreve por escrito o que ouves, o que sentes, o que vês.
25. Limita a utilização do computador e sobretudo das redes sociais.
26. Lidera através do exemplo em tudo o que fazes.
27. Cria ou melhora o teu personal trailer.
28. Cria um canal no youtube. Pública vídeos de treino regularmente com boas práticas. Pode ser uma vez por mês, ou por semana, mas se consistente com a regularidade
29. Nas discussões desportivas, mostra uma visão profissional. Aproveita para educar sem eles perceberem que o estás a fazer. Acaba com a culpa do árbitro e coisas similares.
30. Dá dicas de treino aos colegas de trabalho e amigos.
31. Comunica como um treinador top em vez de comunicares como uma claque, um guarda de máquinas, um contador de repetições, um fomentador de intimidardes, um actina e miosina ou um recepcionista.
32. Treina a recepcionista do teu ginasio.
33. Participa em eventos populares de grande visibilidade: corridas, feiras municipais, etc.
34. Trabalha como voluntário nos eventos municipais contribuindo com a organização de pequenos eventos relacionados com a tua atividade. Bom momento também para distribuíres newsletters.
35. Oferece sessões grátis a potenciais clientes.
36. Identifica os teus parceiros chave e cria parcerias com interesses comuns.
37. Recorda: serão sempre coisas simples muito bem feitas que te levarão ao êxito.
38. Mostra paixão em tudo o que fazes.
39. Cria programas de treino únicos que se diferenciem dos outros profissionais e que sejam solução para os problemas das pessoas.
40. Foca-te na qualidade porque se te focares nas séries e repetições não adicionas valor.
41. Cria uma lista de ações, formas de estar que adicionem valor ao teu serviço. Mais do mesmo já estamos fartos.
42. Sê honesto na tua ação. Evita vender poções mágicas e equipamentos milagrosos.
43. Chega sempre a horas (15 min. antes).
44. Faz uma lista de todas as formas de ajudares as pessoas a serem disciplinadas com os seus treinos, porque a regularidade do estímulo é fundamental para obter resultados. Depois aplica essa lista de ações.
45. Procura metodologias que respeitem os princípios do treino e as leis naturais.
46. Faz uma lista de todas as formas de controlo do treino, sono, alimentação dos teus alunos e aplica.
47. Recorda: intensidade é a tua base de trabalho, a chave dos resultados. Por isso, procura envolver os teus alunos com uma comunicação inteligente de forma a levá-los para fora da sua zona de conforto.
48. Identifica as tuas próprias rotinas de sucesso. E procura ser consistente na sua aplicação.
49. Usa a sala de troféus para elevar a tua auto-estima e a dos teus alunos.
50. Adequa a linguagem ao teu público.
51. Frequenta os mesmos locais do teu público-alvo.
52. Trabalha sempre em amplitude total de movimento.
53. Utiliza movimentos multi articulares que criem mais impacto local e metabólico no corpo, permitindo assim resultados mais rápidos em menos tempo.
54. Deixa sempre indicações pós treino sobre alimentação e repouso.
55. Procura pontos comuns nos teus potenciais clientes para promover melhor rapport, confiança e assim aumentar a probabilidade de virem a treinar contigo ou de respeitarem mais os teus conselhos.
56. Dá palestras sobre um tema no qual te sintas confiante pela tua experiência ou formação.
57. Recorda: és um alfaiate, não um pronto a vestir. Atua de acordo com isso.
58. Recorda: queres ser um chef de cozinha e não um livro de receitas na mão de quem não sabe cozinhar.
59. Coloca os teus objetivos e material com eles relacionado no fundo do teu computador, no fundo do teu telemóvel, na tua carteira, no espelho do teu quarto…
60. Estuda pessoas de sucesso e modela o seu comportamento, o seu sistema de valores e a sua fisiologia.
61. Usa a cadeia de excelência para todos os teus desafios.
62. Procura formação de qualidade nas áreas que menos dominas. Ou seja: sai da zona de conforto.
63. Se queres ajudar alguém a mudar o seu estilo de vida, tu tens de mudar primeiro.
64. A perfeição é inimiga do sucesso, por isso, o momento ideal é agora, o conhecimento que tens basta para começar.
65. Kaizen! Procura a melhoria constante naquilo que fazes.
66. Seleciona melhor as pessoas com quem convives, porque quer queiras quer não, és o resultado das 5 pessoas com quem passas mais tempo.
67. Lê 15 min. por dia um livro fora da área da atividade fisica.
68. Começa o dia definindo as 3 ações mais importantes. Depois cumpre essas tarefas e só depois realiza o resto.
69. Faz uma sessão fotográfica com um profissional para depois utilizares essas fotos no teu site, nos teus cartões de visita, no teu folheto…
70. Identifica as ações que tem mais impacto em todos os processos de treino e do teu negócio. Usa o princípio de Paretto.
71. Lê como tornar-se indispensável de Seth Godin e aplica os seus ensinamentos.
72. Lê e escuta o CD do livro mude a sua vida em 7 dias do Paul McKenna.
73. Lê Richard Bandler.
74. Lê e aplica Brand you de Tom Peters.
75. Faz um mínimo de 3min de meditação por dia.
76. Dorme 8 ou mais horas por dia.
77. Cria troféus para os teus alunos.
78. Usa roupa diferente e de acordo com o teu público alvo. Evita ir com a maré.
79. Faz uma boa triagem em vez de avaliação da condição fisica.
80. Cria o teu conjunto base de exercícios. Trabalha de forma que os teus alunos os aprendam em poucos meses. Que sirvam para depois progredir para coisas mais complexas. Serão a tua imagem de marca e os teus alunos, a tua melhor publicidade.
81. Evita treinos tipo 1001 exercícios com bola. Identifica os melhores movimentos e depois varia os desafios em termos de repetições e combinações. A base dos doces é farinha, ovos e açúcar e no entanto o resultado dessa mistura pode ser bem diferente. Por isso procura os ingredientes chave e depois aprende a combina-los em vários formatos.
82. Identifica um nicho de mercado que ninguém trabalhe e torna-te uma grande referência no mesmo. Vais ter de investir tempo para depois obteres dinheiro. Em marketing é fundamental ser primeiro na mente do mercado. Seja primeiro numa categoria ou sub-categoria.
83. Usa músicas, elementos visuais e gestos como ancoras nos teus treinos.
84. Aprende as necessidades da população que os ginásios não trabalham: quase toda a população acima dos 35 anos de idade.
85. Reúne à tua volta um conjunto de profissionais especialistas nos quais te possas apoiar: reabilitação/terapias, nutrição, medicina desportiva e psicologia.
86. Procura um estagiário, um adjunto que te possa substituir quando estejas doente. Assim, ele irá usar a mesma linguagem e metodologia. Os alunos vão adorar esse cuidado e detalhe. E isso vai permitir expandir o negócio quando for caso disso.
87. Cria umas regras e procedimentos do teu negócio de PT antes de avançares para uma relação comercial com alguém.

88. Envia uma sms inspiradora semanal ou diária aos teus clientes.
89. O personal trainer vende atos humanos, por isso identifica os serviços que vais prestar.
90. Cria pacotes comerciais e soluções para diferentes tipos de clientes.
91. Evita processos curtos de treino e relações comerciais de curta duração porque podem ser uma fraca imagem do teu trabalho. Ter 40 ou 50 alunos em treino personalizado num ano, é como o ginasio típico que abre no primeiro ano com 750 sócios e no segundo só tem 150.
92. Aprende os processos do melhor ginasio do mundo: Gainesville Health and Fitness Center.
93. Interessa-te pelas pessoas primeiro. Elas devem estar sempre antes dos processos.
94. Lê o Nuts da Southwest Airlines e aplica os seus princípios.
95. Lê a Fish Philosophy e aplica.
96. Treina em locais diferentes e procura viajar para conheceres outras formas de estar e ver o negócio de PT e do fitness.
97. Cuidado com a poderosa indústria do fitness. Estão sempre a tentar vender-te qualquer coisa. Desconfia.
98. Estuda a história e evolução dos ginásios e do fitness porque há coisas que são cíclicas, há muitas situações que estão a ocorrer agora e também se verificaram no passado. Há equipamentos que são revitalizados, há exercícios que sempre foram eficazes…
99. Investiga a indústria dos suplementos e drogas ligada ao fitness.
100. Vê o filme Food Inc.
Agora a bola está nos teus pés. Vais rematar?