As Minhas Reflexões Sobre a Elaboração de Um Programa de Treino: 2. Planeamento do Treino

O planeamento do treino é uma estratégia onde imaginamos o resultado final, sonhamos e idealizamos para depois organizar os vários processos num todo para melhor podermos liderar o treino de uma forma eficaz, exercendo sempre um controlo apertado sobre tudo aquilo que se faz no treino e sobre as tarefas diárias, o comportamento do atleta e do treinador que podem levar ou não a atingir os resultados, os objectivos estabelecidos no plano inicial.

Uma das formas de abordar este aspecto tão importante da elaboração de um programa de treino, é seguir estes passos:

  1. Criar uma visão (porque é que estamos a fazer isto?) → planear respeitando os valores que regem a nossa acção e que formaram a nossa personalidade. Qual a duração do programa de treino ideal para este aluno? Imaginar a sequência de exercícios e possíveis sensações durante e após os mesmos. Tentar reflectir sobre as razões reais que nos levam a criar determinado programa de treino. Quais os princípios orientadores? O que é que não pode acontecer de modo algum? Respostas a estas questões e outras mais, são uma forma adequada de criar uma visão que gostariamos transformar em realidade.
  2. Definir o Resultado Desejado. (tentar visualizar o plano, o projecto após a sua data de conclusão, tentar visualizar as características do sucesso para nós e para os outros, ou seja, a visão do plano bem sucedido).
  3. Tempestade de Ideias. Nesta fase tudo o que surgir no pensamento acerca de tronar o projecto realidade, é válido. Não é altura de julgar, desafiar ou criticar. Nesta fase pretendemos todo o tipo de soluções possíveis. É a fase da quantidade em vez da qualidade. É uma boa ideia realizar um mapa de ideias no final.
  4. Organizar (Identificar partes significativas do plano; Classificar por: Componentes, Sequência, Prioridades; Detalhar até ao grau desejado). Criar regras, objectivos a intermédios e objectivos a longo prazo (objectivos que deverão ser mensuráveis, específicos, orientados para a acção, realistas e com um tempo determinado).
  5. Decidir Quais as Tarefas (Acções) Seguintes: definir os comportamentos que levarão aos resultados. AGIR!

As Minhas Reflexões Sobre a Elaboração de Um Programa de Treino: 1. O Exercício Físico Como Um Medicamento Sem Efeitos Secundários

Pelo menos uma coisa eu tive de aprender da forma mais difícil, aparentemente a única forma de que eu fui capaz de aprender alguma coisa, é que aquilo que resulta para mim, pode não resultar para ti; porque as pessoas são diferentes, e por isso têm necessidades diferentes. Algo que pode ser perfeito para mim poderia ser devastador para ti e vice-versa. Durante anos eu disse aos outros que deveriam treinar exactamente como eu para produzirem os melhores resultados, e funcionou bem para mim; quando não produziu resultados similares nas outras pessoas, eu culpava-as a elas pelo falhanço, acusando-as de não se esforçarem o suficiente, ou não acreditava que tinham treinado realmente da forma como diziam ter feito. Arthur Jones (My First Half Century in The Iron Game #17)…

A elaboração de um programa de treino é algo mais complexo do que uma simples receita de séries e repetições. Tal como dois cozinheiros levam à prática a mesma receita com resultados diferentes, também os alunos, atletas ou não atletas, reagem de forma diferente à mesma rotina de treino.

Não é meu objectivo neste texto dar receitas para elaborar um plano de treino, mas sim, abordar alguns princípios, alguns factores muito importantes que devemos ter em consideração para que as rotinas e processo de treino seja bem sucedido e para que os alunos tenham sucesso a longo prazo. Aliás, dar receitas é fácil, o difícil é passar da teoria à prática, o difícil é “cozinhar”.

Durante os últimos anos frequentei vários congressos e seminários onde em muitos deles ficava sempre patente uma ideia de especialização: o fisiologista explicava tudo através da fisiologia, o psicólogo atribuía as variações das performances desportivas aos aspectos psicológicos, o sociólogo teorizava sobre a interacção dos vários elementos de uma equipa entre si e da influência daí resultante em termos de desempenho do grupo, os homens dos suplementos falavam dos resultados dos seus produtos como se fossem doping sem ser doping. Raros eram aqueles que conseguiam integrar toda esta informação, pois a missão é muito complicada, tal como é a missão do treinador ao reunir informação do médico, do psicólogo, do capitão de equipa, dos dirigentes, dos media, do “preparador físico” e de outros especialistas que com ele possam trabalhar. Mas é fundamental que se considere o ser humano como uma unidade onde todas estas facetas interagem entre si em vez de o considerarmos como um conjunto de aspectos que podemos trabalhar separadamente ou como muitos consideram: o homem máquina.

1. O Exercício Físico Como Um Medicamento Sem Efeitos Secundários
O Dr. Doug McGuff (1998), médico ligado ao treino de força, vê o exercício físico como um forte medicamento e recomenda a procura da quantidade óptima de exercício, bem como da frequência certa, tal como fazem os investigadores quando inventam uma nova droga. Para ele, esse processo de descoberta deveria ser capaz de produzir uma prescrição de exercício que fosse de grosso modo apropriada para a maioria da população.

Se confrontássemos esta filosofia com a abordagem dos autores e praticantes que advogam a quantidade em vez da qualidade, certamente iríamos encontrar grandes diferenças. Mas, independentemente da metodologia utilizada dar mais ênfase ao volume de exercício ou à intensidade, todos devem seguir os princípios básicos da fisiologia do stress, verificando quantas vezes se treina – frequência, se levanta pesos cada vez mais pesados para se tornar forte – sobrecarga e se os resultados acontecem em termos de aumento de força e tamanho (adaptação). A aplicação e medição desses princípios é que determinam o sucesso de um programa de exercício físico com base nas necessidades, tolerâncias e objectivos individuais (IART, 2001).

Novo local para mais regularidade.

Procurei um novo local para publicar os meus comentários e as minhas notas. Um blog é sempre uma forma mais fácil do que um site para publicar coisas na web. Permite-nos escrever, colocar links e fotos a partir de qualquer computador ligado à Internet. Assim fica assegurada a permissa número um para ter visitantes num site: a dinâmica. Assim, vou tentar uma publicação regular dos meus textos neste local.

Eu é que sou o monitor!

Entro e nunca cumprimento ninguém.

A sala está algo desarrumada mas essa não é a minha função. Eu não arrumo aquilo que é dos outros. Aliás, estou farto de colocar avisos cada vez maiores mas o pessoal não liga nada.

Gosto da música bem alta, trago os meus CDs para acordar a malta.

Tudo corre sobre rodas! Os velhadas não querem nada com isto e eu não tenho paciência para os aturar. Gosto do horário da tarde porque tem umas miúdas espectaculares. Não tem nada a ver com o horário da manhã: um tipo tem de aturar umas gordas, e os reformados cheios de artrite são o fim do mundo e depois estão sempre a reclamar da música.

Os programas das gajas devem ser alterados com frequência (de duas em duas semanas). E a coisa tem de ser bem pensada: posicionar bem a aluna, verificar todos os ângulos e ajudá-la a fazer o exercício para ela não se cansar muito. Despeço-me sempre com duas beijocas e uma festinha.

Gosto de ajudar os alunos. Quando alguém me pede opinião sobre um programa eu digo logo: – Dê cá que eu faço uma coisa em condições! Quem é que fez isto? O tipo não percebia nada disto!” Agora o pessoal coloca pouco peso nos alunos e assim eles não têm resultados. E depois dizem-lhes para descansar uns dias???!!! No pain no gain! Dividir bem os grupos musculares e dar-lhe com força todos os dias!

A postura não é o mais importante! Puxar com força, temos de aplicar o princípio da sobrecarga! Chocar o corpo! Pesos grandes fazem gente grande!

Os meus alunos começam sempre o treino com 10min de bicicleta. Depois fazem 4 séries de lombares e 4 séries de abdominais e estão prontos para o treino.

Só eu é que posso mexer nas máquinas cardio. Ai do cliente que o faça! Leva logo um berro! Afinal quem é que manda aqui?!

Está tudo mal! Sai daí! Eu mostro como é que se faz.

Treino sempre na hora de serviço. Quando está pouca gente, lá vou eu para o supino!

Aproveito para dar PT na minha hora de serviço.

Quando não sei alguma coisa, nunca dou parte de fraco, invento uma história, meto uns nomes complicados do tipo: isquiotibiais e ficam logo convencidos.

De vez em quando fazemos umas brincadeiras na sala. Uns concursos de levantamento. Eu ainda tenho o recorde. Quem sabe, sabe!

A sala de musculação também tem de ser um clube social!.

Agora adeusinho que eu tenho ali uma cliente.