Madalena Ginásio – prepara nova temporada

Equipa do Madalena Ginásio

Paulo Sena com a equipa do Madalena Ginásio

Venho dizendo há muito tempo que, nós, profissionais dos ginásios, colocamos os sócios a treinar, fazemos com que saiam da sua zona de conforto para que obtenham resultados. No entanto, raramente vemos os profissionais a treinarem para depois desempenharem bem as suas funções junto dos sócios que lhes garantem o posto de trabalho. Nas últimas semanas verifiquei que ainda há empresários com visão neste País. Assim, tive o previlégio de me deslocar a Amarante, onde os profissionais do Madalena Ginásio trabalharam árduamente nestes dias de Verão, de modo a prepararem melhor a temporada que se avizinha. Adquiriram mais conhecimento e treinaram alguns processos no sentido de melhorar o seu serviço, para que os seus clientes obtenham melhores resultados e consequentemente mais motivação e continuidade no treino. Considero este ginásio, uma empresa, uma instalação muito à frente da concorrência, onde os seus profissionais aplicam para além de técnicas específicas de execução de exercícios, ferramentas tão avançadas como o coaching ou a PNL – Programação Neurolinguística. Este ginásio, demonstrou considerar o ser humano como um todo (e não somente os seus aspectos fisiológicos), explorando as áreas da comunicação e vendo o marketing como tudo aquilo que fazemos para criar uma relação comercial com um público-alvo. A equipa do Madalena Ginásio, vai certamente atingir os seus objectivos, destacando-se na indústria do fitness e apresentar-se nesta nova temporada num patamar bem mais elevado.

Site do ginásio (facebook): http://www.facebook.com/madalenaginasio

Motivação e adesão aos ginásios

Por Nuno Couto e Luís Cid

Carlos Silva, Paulo Sena, Nuno Couto e Luís Cid na defesa pública da Dissertação de Mestrado de Nuno Couto

Carlos Silva, Paulo Sena, Nuno Couto e Luís Cid na defesa pública da Dissertação de Mestrado de Nuno Couto

Basta pesquisar um pouco sobre a investigação realizada acerca da Psicologia aplicada ao Exercício Físico, para verificarmos que o tema da motivação é um dos mais aplicados a este domínio. Esta inclusão surgiu pela tentativa de compreensão do comportamento humano neste contexto específico, onde para muitos, o que é hoje, amanhã já não é! Com isto queremos dizer, e como muitos que agora estão a ler este documento sabem, que quando os indivíduos na sua grande maioria iniciam a prática de exercício num determinado ginásio, fazem-no com determinados objectivos de frequência e participação (adesão), o que passado algumas semanas, ou mesmo dias, esses mesmos objectivos são reformulados, e na sua grande maioria, num sentido desajustado à obtenção dos benefícios, quer físicos, quer psicológicos, que uma prática regular proporciona aos praticantes.

Sabendo nós da elevada influência que os estímulos fornecidos pelo contexto exercem sobre o comportamento dos praticantes, fomos aplicar a Teoria da Autodeterminação ao contexto da prática de exercício físico em ginásios, visto ser uma das mais fortes teorias motivacionais que explica o desenvolvimento e funcionamento da personalidade em contextos sociais através de uma conceptualização multidimensional da motivação que assenta num continuum motivacional que oscila entre as formas menos e mais autodeterminadas (extrínseca vs intrínseca), relacionando assim as suas componentes: necessidades psicológicas básicas (autonomia; competência; relação) e a regulação motivacional com a adesão dos praticantes de exercício físico em ginásio. Esta teoria afirma fundamentalmente que o comportamento intrinsecamente motivado é autónomo e autodeterminado, e que não existem dois pólos motivacionais: motivação extrínseca e intrínseca, mas sim um continuum motivacional, através do qual o sujeito regula o seu comportamento. À medida que possui uma maior índice de autonomia, avança-se no sentido da autodeterminação , ou seja, o comportamento intrinsecamente motivado. No entanto, isto não significa que não possa existir a regressão para um sentido mais externo da motivação, basta que para isso exista menor percepção de autonomia na realização do desse comportamento.

Nesta investigação, participaram 102 indivíduos praticantes de exercício físico num ginásio do distrito de Leiria – Portugal, com uma média de idades de 28.75 anos, sendo 52 elementos do sexo feminino e 50 do sexo masculino. Para o estudo, utilizamos a versão portuguesa do Behavior Regulation Exercise Questionaire (BREQ-2) e do Basic Psychological Needs in Exercise Scale (BNESp), instrumentos que permitiram avaliar a regulação motivacional e a satisfação das necessidades psicológicas básicas, respectivamente. A adesão foi medida através do registo informatizado de presenças dos praticantes ao ginásio durante um período de seis meses.

Os principais resultados indicam a não existência de diferenças na satisfação das necessidades psicológicas básicas de autonomia, competência, relação e na regulação motivacional, independentemente do estado de adesão. Aferimos ainda, que a satisfação das necessidades psicológicas básicas e a regulação motivacional, não exercem influência sobre o tempo médio de cada treino, a frequência semanal e o tempo que praticam exercício físico no ginásio.

Verificamos assim, que neste ginásio, não é por ter mais tempo de prática no ginásio, ou ter um tempo médio de treino superior, que se verificava um maior nível de satisfação das necessidades psicológicas básicas e um maior nível de regulação motivacional. Mas em termos práticos, o que isto significa?

A bibliografia diz-nos que o comportamento autodeterminado associa-se positivamente à manutenção da prática de exercício físico, por outro lado, a menor autodeterminação associa-se a regulação externa do comportamento, o que pode ter consequências negativas sobre o estado de manutenção do comportamento. No entanto, no presente estudo, verificámos uma situação contrária neste ginásio. Contudo, durante a investigação percebemos existir uma elevada satisfação das três necessidades psicológicas básicas e razoáveis valores na autonomia do comportamento, resta-nos questionar sobre a possibilidade de, ao longo do tempo, estes comportamentos se manterem.

Assim e de uma forma mais prática desta exposição, resta-nos reflectir sobre a seguinte questão: como se faz para fazer evoluir e manter um comportamento intrinsecamente motivado em praticantes de ginásio?

  • Promover a satisfação das necessidades psicológicas.

Para promover a necessidade de autonomia, deve-se permitir que os praticantes participem na tomada de decisão sobre as actividades do seu programa de exercício, ou seja, é necessário conhecer as necessidades próprias de cada praticante e proporcionar-lhes um maior controlo sobre as suas acções.

Por exemplo: No início, na chamada fase de adaptação do indivíduo ao ginásio, deve-se proporcionar o maior número de actividades para que este conheça, e dê a conhecer os exercícios favoritos, para que na altura de se prescrever o exercício, se faça a inclusão destes no programa. Seja como for, isto não quer dizer que não seja importante e se deva manter os processos funcionais do exercício, necessários para que o indivíduo atinja os objectivos a que se propôs.

Em termos práticos, podemos dar como exemplo o seguinte: no ginásio existem duas bicicletas, uma reclinada e outra vertical, mesmo tendo solicitações fisiológicas diferentes, a inclusão no programa de exercício da opção que mais agrada ao praticante, contribui de forma bastante positiva para a forma como este realiza o comportamento.

Para a promoção da necessidade de competência, deve-se orientar as pessoas para uma busca de desafios de acordo com as suas capacidades, apelando sempre à melhoria das aprendizagens e superação pessoal.

Por exemplo: como instrutor, sei que determinada pessoa não possui capacidades coordenativas desenvolvidas o suficiente para que possa realizar uma actividade mais técnica (por exemplo: uma aula de step ao power jump, então porquê recomendar que faça este tipo de aulas, para proporcionar sentimentos de incompetência? Neste ponto parece que entro em contradição com o exemplo dado para o caso da autonomia, pois disse que se devia de experimentar tudo. Mas não é disso que se trata, pois se quem acompanhar o praticante, o prepara para o que possa acontecer. Coloquemos uma situação hipotética relacionada com o facto de um praticante (a Maria ou o Manuel) vai ter dificuldades na minha aula de step porque tem dificuldades coordenativas, então tenho que a preparar para o que possa acontecer:

“A Maria sabe como é uma aula de step? Numa fase inicial pode parecer confusa esta mudança de movimentos entre o solo e o step, mas se sentir alguma dificuldade é perfeitamente normal. É normal que veja os outros praticantes virados para um lado e você para outro, no entanto, se continuar a frequentar esta aula, irá verificar que se vai sentir mais à vontade e que conseguirá acompanhar a coreografia.”

Este tipo de diálogo prepara o indivíduo para o que possa acontecer, tomando logo à partida consciência do factor negativo, havendo logo à partida uma preparação pré-pratica que engloba uma situação menos positiva da prática. Não sendo intenção deste artigo, é fundamental como a maioria dos instrutores de fitness sabem, o acompanhamento durante a aula, sendo este bastante importante para a promoção e manutenção do sentimento de competência:

“Boa Maria! O movimento mais difícil já está, agora melhora a posição dos braços para ficar excelente….isso mesmo, muito bem!”

Este reforço promove a promoção do sentimento de competência e além disso, deixa o praticante sem o receio de ser incompetente na execução técnica.

Relativamente à necessidade de relação, é importante que os indivíduos em contexto de exercício físico possam estabelecer relacionamento (s) com os que se identificam mais, com um sentimento de vínculo com os outros, deve-se manter a relação de bem-estar, segurança e a unidade com os membros de uma comunidade.

Por exemplo: apresentar o indivíduo aos outros praticantes é fundamental para que isto possa acontecer. Por exemplo: os instrutores que encaminham uma pessoa pela primeira vez a uma passadeira, e ao lado está alguém que já conhecemos, porque não fazer a apresentação? “Dona Ana, hoje vamos começar aqui na passadeira….” e quando chegamos junto à passadeira, podemos fazer referência à pessoa que está  ao lado “….hoje fica aqui junto do Srº João, sabe ele é perto da sua terra…” esta pequena ligação possibilita quebrar logo ali uma barreira, mas existe um senão: há que perceber se neste caso o Srº João se interessa ou está disposto para este tipo de diálogo.

Durante as aulas de grupo, porque não promover a interacção entre os alunos? Existem modalidades pré-coreografadas que já contemplam este tipo de comportamentos, mas pode-se criar determinados movimentos em aulas que podem ser realizados com interacção com diversos elementos, promovendo um sentimento de relação e integração com outros praticantes no ginásio.

No entanto, e na continuação da promoção de uma motivação autónoma (mais autodeterminada) associa-se 2 tipos fundamentais de regulação do comportamento:

1)      Motivação Identificada: através da qual o sujeito aceita o comportamento como pessoalmente importante, identificando-se com o seu objectivo e valor;

2)      Motivação Intrínseca: através da qual o sujeito realiza o comportamento apenas pelo prazer, divertimento e satisfação que lhe está inerente.

Estratégia 1: Explicar as Razões/Propósitos das Actividades/Exercícios

Objectivo: Atribuir um sentido à actividade/exercício e potenciar uma percepção clara e correcta daquilo que se está a fazer e o porquê de se fazer, permitindo que os praticantes possam atribuir importância e valorizarem a actividade/exercício.

Por exemplo: (através da forma e conteúdo da comunicação/acção para com os praticantes): O que se deve fazer/dizer: “Este exercício vai permitir desenvolver os músculos que estão na base de sustentação da postura”; “Ao realizar a actividade a um ritmo menos intenso irá proporcionar uma diminuição do impacto sobre as articulações”; “Se aumentar o volume da carga para níveis inabituais aumentará o risco de lesão e o surgimento de contracturas (dores) musculares”. O que NÃO se deve fazer/dizer (apenas): “Olá a todos! Vamos começar a aula?”; “Ao fazer abdominais não ponha as mãos atrás da cabeça”; “Não incline o tronco à frente no agachamento!”; “Agora vamos subir e pedalar em pé durante 10 minutos!”.

Estratégia2: Identificar Aquilo que os Praticantes Gostam de Fazer

Objectivo: Potenciar a prática de actividades/exercícios que sejam agradáveis ao praticante, aumentando o prazer pela sua realização.

Por exemplo: (através da forma e conteúdo da comunicação/acção para com os praticantes): O que se deve fazer/dizer (ou perguntar): “Diga-me lá uma coisa: de tudo aquilo que já experimentou o que é que gosta mais de fazer?”; “De todos os exercícios do seu programa, quais são aqueles que lhe custam mais fazer (aqueles que gosta menos)?”; “Hoje não lhe apetece fazer este exercício/aula ? Então arranjamos uma alternativa!”; “Quer mudar o seu programa de exercício?”. O que NÃO se deve fazer/dizer: “Tem de ser! Não pode fazer só aquilo que gosta!”; “Se não doer, não faz efeito!”; “Não existe outra forma, só conseguirá atingir os seus objectivos se fizer o que está no programa”.

Em suma, devemos:

  • Promover a Identificação com o Exercício (a valorização do exercício como pessoalmente importante para o praticante, reforça o compromisso com a actividade praticada);
  • Proporcionar o Divertimento (o ser humano repete o que é agradável e rejeita o que não é – o exercício tem de ser divertido para quem o faz).

Este tipo de comportamentos por parte dos instrutores e professores em contexto de ginásio, permite a satisfação das necessidades psicológicas básicas, logo a promoção de um comportamento mais autodeterminado, sendo fundamental para a manutenção dos praticantes de exercício físico, evitando por vezes a regressão de um comportamento com satisfatória autonomia para indicadores menos autodeterminados.

Assim, afirmamos que o ambiente que é desenvolvido no ginásio, é determinante para retenção dos praticantes, sendo este fundamental para o crescimento e integração do comportamento cada vez mais autónomo e autodeterminado, para tal, à que saber desenvolver situações capazes de promover no maior número de praticantes a desejada manutenção.

Nuno Couto

nunorpcouto@gmail.com

Mestre Psicologia Deporto Exercício pela ESDRM. Instrutor Power Jump / Cardiofitness. Treinador Futsal. Professor Actividade Física Escolar – Extra Curricular

Luís Cid

luis.filipe.cid@sapo.pt

Professor Adjunto no Instituto Politécnico de Santarém

23 formas para combater aumento do IVA no Ginásio

Após a decisão negativa do Governo em aumentar o IVA para 23% nos Ginásios em Janeiro 2011, sem pensar nas consequências prejudicais para o utilizador que frequenta esses espaços, que desta forma vêem aumentar o preço de um bem que é de primeira necessidade “Mens sana in corpore sano” – uma mente sã num corpo são, o que fazer como utilizador? Deixar de ir ao Ginásio? Fazer limpeza no Ginásio que frequenta, esperando que desta forma se obtenha um desconto? É claro, que qualquer uma das soluções mencionadas não será a mais apropriada, devemos sim tentar encontrar soluções para que possa continuar a utilizar o “vosso” Ginásio.

Numa perspectiva de utilizador / frequentador, eis uma lista de 23 formas de poupar, para que ninguém deixe de praticar exercício físico no seu espaço favorito:

  1. Frequente o Ginásio em horários off – peak, por norma os preços são mais económicos, conseguindo também uma maior disponibilidade dos técnicos e dos aparelhos.
  2. Se não puder pagar mensalidades nas quais tenha acesso a todos os serviços e a frequentar todos os dias da semana, opte por mensalidades mais em conta, não se esquecendo de intensificar os seus treinos.
  3. Leve consigo água ou a bebida energética de casa, conseguido assim um preço mais económico do que comprado em outro local.
  4. Evite serviços pagos extra no Ginásio.
  5. Aproveite os descontos efectuados pelo Ginásio.
  6. Compre vestuário de desporto economicamente mais barato (o Ginásio é para treinar e não para fazer desfiles de moda).
  7. Vá ao Ginásio em transporte público evitando assim custos maiores.
  8. Corra até ao Ginásio, quando chegar terá o aquecimento feito e poupado no transporte.
  9. Partilhe o transporte com o parceiro de treino.
  10. Intensifique os treinos, para não ser necessário utilizar suplementos alimentares.
  11. Evite comprar revistas de fitness / musculação, consulte as disponibilizadas no Ginásio.
  12. 12. Resista à tentação de comer constantemente fora, evitando assim gasto maiores.
  13. Tome o pequeno-almoço e lanche em casa é mais económico, e mais saudável podendo adaptar os mesmos ao seu tipo de treino.
  14. Deixe de comprar produtos adelgaçantes, substituí-os por exercícios mais intensos.
  15. Registe sempre os seus treinos para obter melhores resultados.
  16. Em caso de tratamentos de lesões, opte por centros fisioterapia ou recuperação Municipais ou Públicos, são os mais económicos.
  17. Aproveite as ofertas culturais gratuitas, são boas a maior parte das vezes e não custam nada.
  18. Se gosta muito de ir ao cinema, vá nos dias em que as sessões são economicamente mais baratas.
  19. Tente colocar de parte alguns trocos, resistindo a tentação de lhe tocar, vai ver que terá o dinheiro extra no fim do mês para ir ao Ginásio.
  20. Reduza a despesa com os telemóveis e meios de comunicação.
  21. Tome banho depois do treino sempre que possível no espaço que frequenta, poupa nas facturas do fim do mês (água, luz e gás).
  22. Evite treinos muito prolongados “Time is Money “ – tempo é dinheiro.
  23. Se tudo isto não resultar, pense em novas formas de poupar, para que assim não deixe de ir ao Ginásio.

Com pouco esforço o seu corpo irá agradecer!

Prof. Carlos Pinto

Prof. Carlos Pinto

carlospintoedfisica@sapo.pt

 

É possível uma equipa à Mourinho no seu ginásio?

Mourinho4

Image via Wikipedia

“A melhor maneira de tu motivares os outros és os outros perceberem a tua própria motivação. É eles perceberem que tu estás motivado todos os dias, que trabalhas com alegria, com dedicação, com motivação, que dás o máximo. É eles verem que, mesmo nos momentos mais difíceis e mais complicados, tu apresentas ainda mais vontade, mais níveis de motivação e de confiança. (…) O líder tem de ter uma força psicológica grande, porque os que são liderados alimentam-se da motivação, dos princípios e dos valores do líder.”

Olhando para esta afirmação de Mourinho à revista Visão, percebe-se que a chave deste treinador de sucesso para atingir o factor tão desejado “motivação” da sua equipa, parte do seu próprio exemplo, a sua própria motivação é o motor, e isso é transmitido à sua equipa. Permite-nos reflectir também, a importância, neste estilo de liderança, sobre o papel activo, influente, interventivo que o treinador assume no desempenho da sua equipa.

Enquanto director, coordenador de um ginásio, sente que o seu comprometimento, empenho e motivação são contagiados à sua equipa? Como gere as suas flutuações de empenho, ao longo da semana? Será que existem necessidades em diferentes grupos de trabalho? De que forma as gere no seu dia-a-dia? Na sua equipa os papéis dos seus elementos estão bem definidos, todos sabem o que fazer?

Estes são os desafios que Mourinho, e qualquer líder com responsabilidades sobre uma equipa, seja líder de uma equipa de colaboradores, líder de uma sala de cardio-musculação, líder de aulas de grupo, enfrentam. Desafios que foram percepcionados, durante muito tempo, como “pormenores” mas que estes exemplos mediáticos de sucesso (como a figura de Mourinho), acabam por demonstrar que é o trabalho nestes “pormenores” (o treino de competências individuais e de equipa como a comunicação, capacidade de gestão de conflitos, o trabalho em equipa) que distinguem bons desempenhos de desempenhos excelentes.  

Num contexto actual, onde a palavra crise é emergente, (o poderoso Real Madrid de Mourinho, nega a compra de um 9 a Mourinho), o importante, citando o próprio, em declarações ao diário Marca, é: “… dedicar-me ao que tenho de me dedicar.”; Aproveitando esta afirmação, o principal desafio é aproveitar os recursos e competências de cada elemento da equipa, olhar para dentro, para os “pormenores”, conhecer os seus pontos fortes, os da sua equipa, e OPTIMIZÁ-LOS. Bem como, IDENTIFICAR OS PONTOS MAIS FRACOS, TOMAR CONSCIÊNCIA da sua existência e implicações de forma a INICIAR ACÇÕES no sentido da melhoria desses elementos mais fracos.

Catarina Barriga Negra

Cristina Oliveira