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Archive for the ‘Gestão’ Category

Os registos de treino: como controlar o treino

Abril 5, 2010 Paulo Sena 1 comentário

O único verdadeiro erro é aquele do qual não aprendemos nada.

-John Powell

Quando um aluno melhora a sua performance em termos de força, resistência e capacidade de recuperação, o seu corpo modifica-se, tornando-se mais funcional. No entanto, essas alterações não são, na maioria das vezes, visíveis em termos estéticos.

Tanto professores como alunos, apenas podem verificar a eficácia de um programa de treino quando existe um registo rigoroso desse mesmo treino. Existem algumas variáveis imprescindíveis a registar, para:

  • saber se melhorou ou piorou,
  • visualizar melhor a sua evolução,
  • o professor verificar possíveis motivos de insucesso do programa de treino,
  • uma questão de motivação,
  • estabelecer objectivos baseados em aspectos mensuráveis,

Duração do Treino

A duração do treino não deverá exceder muito os 60 minutos; quando a duração diminui e todos os pesos e repetições se mantêm, isso é sinal de melhoria, ou seja, o aluno conseguiu efectuar os mesmos movimentos, o mesmo trabalho em menos tempo, o que provoca algum impacto e possíveis mudanças no funcionamento do corpo; a consequência disto é fácil de verificar: se não houver registo da duração do treino, poderá haver uma ilusão de que a performance melhorou, quando de facto isso não aconteceu. Um treino com os mesmos exercícios, as mesmas repetições e as mesmas cargas, efectuado em 60 minutos, é diferente do mesmo treino efectuado em 70 minutos.

Datas dos treinos (frequência)

A frequência é fundamental para que os estímulos do treino vão produzindo resultados. Serve para verificar a frequência de treino e saber se o número de treinos deve manter-se, diminuir ou aumentar para que o progresso continue.

Exercícios

A ordem dos exercícios permite saber porque é que nos cansamos mais em alguns grupos musculares do que outros; diferentes sequências de exercícios podem aplicar estímulos com maior ou menor intensidade numa determinada zona do corpo.

Repetições e Peso

As repetições e o peso em cada exercício são o espelho da evolução, do progresso do aluno. Aqui o rigor deverá ser extremo, pois a velocidade de execução não pode ser contabilizada e como sabemos, é completamente diferente efectuar o exercício com 6 segundos por repetição do que em 2 segundos por repetição. É diferente em termos de eficácia e sobretudo segurança. Por isso, convém que todas as repetições efectuadas e registadas sejam de forma correcta.

Posição dos Bancos e Outros Ajustamentos

As posições dos bancos permitem o alinhamento correcto das articulações e/ou a amplitude total de movimento do exercício. Posições erradas podem resultar em lesão ou num estímulo menos eficaz, sobretudo no trabalho com máquinas de resistência variável, tipo Nautilus™ ou Med-X™

Frequência Cardíaca e/ou Escala de Esforço

A frequência cardíaca, é juntamente com a escala de esforço, a forma de controlar a intensidade do seu treino. Só assim, se pode verificar se encontra dentro ou fora da sua zona alvo de treino. Não basta dizer que a pulsação nunca passa das 120. Não se esqueça que diferenças de 10 a 20 pulsações por minuto, podem ter um grande significado (esta situação intensifica-se se a idade for mais avançada) em termos de efeitos de treino. Pulsações demasiado elevadas podem ser perigosas e pulsações demasiado fracas não colocam grande estímulo ao seu corpo, significando portanto tempo perdido.

Resistência ou Velocidade

Apesar da frequência cardíaca ser um variável importante, a velocidade, a resistência ou as rotações por minuto das máquinas cardiovasculares dão indicações preciosas, senão vejamos: podemos ter um registo de 120 pulsações a 8 km/h em Janeiro e depois podemos passado 3 meses ter a mesma pulsação com 9 km/h. Uma situação destas assinala um progresso muito bom.

Algumas Recomendações Para os Utilizadores de Ginásios

O registo de treino é como um mapa do caminho que estamos a criar!

Paulo Sena

Quando se termina um programa de treino convém que o professor verifique aquilo que sucedeu com o programa anterior (algo que este só poderá efectuar caso exista um certo rigor no registo das variáveis anteriormente referidas). Só depois será possível criar com algumas contribuições do aluno um programa para as suas necessidades.

Não se esqueça de seguir o programa e de executar os movimentos de forma adequada. O professor não poderá ser responsável pelos resultados de um programa onde o registo não existe ou um programa onde os movimentos foram efectuados de forma muito acelerada e sem cuidados posturais.

São apenas dois minutos de tempo que perde no registo diário de treino e horas de treinos mais seguros e eficazes que você terá pela frente com o simples gesto de registar a sua performance do dia.

Na tabela seguinte apresenta-se um exemplo de um extracto de um registo diário de treino. Temos variáveis como: a data; a duração total do treino de musculação; por cada exercício temos: posição do banco ou outros ajustamentos das máquinas (P), as repetições completas efectuadas, o tempo em carga, o peso utilizado e a frequência cardíaca máxima; os totais de repetições, tempo em carga e peso, bem como a média das frequências cardíacas máximas; e ainda o tempo total de repouso, ou seja, a duração menos o tempo total em carga. Um registo deste tipo é fácil de levar a cabo pelo colega de treino e permite um controlo muito superior a qualquer registo tradicional. Não é perfeito e entre outras falhas não permite: saber qual a duração de cada repetição na subida ou descida do peso, pois apenas sabemos a duração de um número de repetições; os descansos entre cada um dos exercícios de forma individual. Quando treinamos sozinhos também podemos controlar todas estas variáveis com excepção do rigor do início e final do exercício. Para controlar a frequência cardíaca necessitamos de um monitor de frequência cardíaca. No entanto, com o utilizador comum podemos eliminar a coluna do tempo e da frequência cardíaca. No entanto, para haver rigor será necessário uniformizar a velocidade de execução das repetições, ou seja, não será adequado efectuar a primeira repetição em 20 segundos e a última em 5 segundos. Neste registo poderão ser ainda acrescentadas as variáveis do treino de endurance, registando variáveis como o exercício, a duração, velocidade ou nível de resistência e a frequência cardíaca máxima.

No caso de não termos um colega de treino que possa controlar o tempo e a frequência cardíaca máxima em cada exercício, é sempre possível manter todas as outras variáveis.  Nos downloads podem encontrar alguns exemplos de fichas de registo de treino.

Exemplo do registo de um treino.

A actual indústria do fitness: algumas ideias

Novembro 28, 2009 Paulo Sena 3 comentários

Há mais de 20 anos que frequento ginásios. Algumas coisas mudaram. Melhores equipamentos, instalações mais atractivas e de grandes dimensões, mais mulheres a frequentarem as salas de musculação… E os serviços? Mudaram? Ou permanecem idênticos? Mudaram os processos de forma significativa? De forma a fidelizarem os clientes…

Não me cansarei de dizer que os ginásios têm a sua sobrevivência e sucesso completamente dependentes da retenção dos seus sócios. Se a retenção de sócios não melhora, o tempo médio de vida dos ginásios será curto: 5 ou 6 anos talvez.

Para melhorar a retenção, todos os processos, desde o marketing, remuneração de funcionários, comercialização, até ao funcionamento diário, tudo deverá estar centrado nos clientes. Como diria Seth Godin, temos de criar tribos em torno de algo significativo. Aquilo em que os ginásios têm de fazer, é centrarem-se mais no estilo de vida das pessoas, focarem a sua acção na mudança de hábitos de vida, intervir cada vez mais na comunidade que os rodeia, fortalecer a relação das actividades com a saúde, adaptar aulas aos alunos e não o contrário.

As cadeias de ginásios têm de ser “pronto-a-vestir”, mas os outros ginásios devem aproximar-se cada vez mais de “alfaiates” e “modistas” (desses, tenho visto poucos). Na retenção está o lucro. A riqueza reside na manutenção dos clientes a longo prazo. Para isso têm de conquistar as pessoas uma a uma e ver os clientes como pessoas. Algumas posições na organização de um ginásio têm de ser atribuídas a líderes e não a gestores, porque este negócio é baseado em pessoas… Serviços… A função do ginásio é criar soluções para resolver os problemas das pessoas.

Os mercados das pessoas acima dos 40 anos são sem dúvida os mais importantes no momento presente e nas futuras décadas. Mas os ginásios actuais ainda não se aperceberam disso. Costumo comparar os ginásios às discotecas, devido ao tipo de ambiente e ao público-alvo com que insistem em trabalhar. Mas para mudar o público-alvo, a imagem dos ginásios perante o publico (que já mudou algo) tem de mudar muito mais.

Nós somos um País seguidor, não somos criadores e dificilmente podemos fugir às tendências mundiais. No entanto, elas não chegam ao mesmo tempo a que chegam a outros Países. Durante esse período de tempo é possível que os donos dos ginásios se antecipem a criar respostas adequadas às tendências que estão para chegar. Daí a importância de frequentar as grandes feiras mundiais e procurar informação actual.

Outro aspecto importante á a contratação de pessoal. A atitude torna-se muito mais importante nesta área de trabalho. A comunicação e a capacidade de criar bons relacionamentos, são características a procurar em candidatos a trabalhar em ginásios. Tendo nós em Portugal, muitos licenciados em ed. física com uma formação generalista na actividade física, podemos facilmente levar o ginásio para o exterior, dando a conhecer não só as actividades, mas dinamizando novas actividades alternativas para sócios e potenciais clientes.

Por outro lado, há bons exemplos de negócios de pessoas, negócios de serviços em Portugal e temos de deixar de ter medo de adaptar boas práticas de outras áreas.

Acima de tudo, se continuarmos a fazer as mesmas coisas que temos feito até aqui (e temos repetido demasiado nos últimos 20 anos), continuaremos a ter os mesmos resultados: retenções de 20 a 30% e uma enorme necessidade de colmatar essa fuga de clientes com preços baixos e marketing agressivo, esquecendo que lidamos com pessoas e não simplesmente números.

Outro aspecto importante em Portugal, é que a iniciativa municipal e do estado, no fitness, ainda está a dar os primeiros passos e pode mesmo ser um gigante adormecido. Espanha e França são dois exemplos fortes dessa iniciativa. Mas os privados, em vez de receio, devem entrar em parcerias porque conhecimento específico e experiência do mundo do fitness.

Esta visão deste negócio do “fitness”, pode resumir-se nestas ideias:

  • Os ginásios têm de ajudar as pessoas a incorporar a actividade física nas suas vidas.
  • O core business é cardio e musculação (são vendidos sob vários formatos, mas resumem-se apenas  a isso), mas… Podem intervir fortemente noutras áreas relacionadas com estilo de vida.
  • Ligar actividade física e saúde (qualidade de vida) é um posicionamento forte e mais seguro do que a ligação com a estética.
  • Colocar a estética em segundo plano (em vez de a apresentar como alvo de intervenção de primeiro plano; o exercício físico consegue grandes e rápidas alterações funcionais, mas estéticas… Nem por isso. Logo, anunciar estética diante de tudo, é mentir e cair em descrédito).
  • Não abdicar dos princípios de treino (pois são a base para que as pessoas tenham resultados e pessoas com resultados nunca desistem).
  • Grande dinâmica social (dentro e fora do ginásio).
  • Aposta em marketing interno versus externo (aí reside a solução para vender sem esforço).
  • O boca-a-boca é a estratégia mais importante quando trabalhamos bem (clientes nossos vendedores e advogados).
  • Somos aquilo que fazemos repetidamente (não é suficiente, dizermos que somos bons, que fazemos isto e aquilo, que temos serviços para todos quando, na prática, não temos nada). Publicidade (é dizer: – Eu sou bom) vs Relações Públicas (conseguir que os outros digam que nós somos bons).
  • As pessoas marcam a diferença nesta indústria (temos de as contratar pela atitude, pelos valores em vez de simples qualificações de CV).

Temos de ser cozinheiros e não criadores de receitas, alfaiates em vez de lojas de pronto a vestir.
Não podemos agradar a todos os públicos. Mas há espaço para diferentes formas de intervenção neste negócio.

Actualmente, o risco de fazer diferente, é de facto muito baixo, por isso, não sei o que estão à espera :)

Só mais uma coisa: se não tiverem paixão por aquilo que estão a fazer, se não gostarem de colocar as pessoas em primeiro lugar… Mudem de ramo de actividade!

Links interessantes:

O Gainesville Health & Fitness Center*

Joe Cirulli “The Believer” e o seu Gainesville Health and Fitness Center

Maio 25, 2009 Paulo Sena 1 comentário

Há uns anos atrás em Toronto, no final de um curso de gestão de health clubs, um senhor chamado Joe Cirulli, apresentava a inspiradora história da sua vida de dedicação ao fitness. Essa história perturbou-me positivamente, os números do seu ginásio impressionaram-me de tal forma que, nesse dia, prometi a mim mesmo que visitaria o Gainesville Health and Fitness Center. No final, dirigi-me ao Joe e manifestei-lhe a minha admiração e perguntei se um dia poderia fazer um pequeno estágio no seu clube. A resposta foi afirmativa e abriu-se a porta para eu ter a melhor experiência inside-out de uma semana numa organização que é um estudo de caso mundial ao nível da gestão. Escutem a inspiradora história deste homem no vídeo: http://www.ghfc.com/joe/
Leiam: http://www.ghfc.com/upload/file/Joe/Joe-Cirulli-The-Believer.pdf

Calor… Exercício… Ginásios… Abandono

Abril 20, 2009 Paulo Sena 2 comentários

Chegamos aos dias loucos dos ginásios. Bastam uns dias de calor que impliquem despir alguma roupa, mostrar uma maior superfície do nosso corpo e logo desata a corrida pelo parque e a corrida para os ginásios. Com a ideia de que o exercício lhes irá trazer grandes mudanças estéticas (a realidade é bem diferente, pois as transformações funcionais são aquilo que mais facilmente podem obter; infelizmente essas não são… visíveis). Eis que, o povinho avança desesperado para qualquer lado que lhe prometa: resultados rápidos!

Os ginásios abrem os seus cofres e inscrevem gente e mais gente com uma oferta muito idêntica à dos seus concorrentes: cardio e musculação. Em diversos formatos, com nomes diferentes, mas resumindo-se a actividade de endurance e baixa intensidade e actividades com um tipo de esforço itermitente, curto e intenso.

As pessoas procuram um atalho, têm elevadas expectativas, inscrevem-se aos magotes, por conselho médico, por arrependimento daquilo que comeram em excesso, para se submeterem aos standards sociais estéticos, mas acima de tudo porque querem mudar.

Por seu lado, a maioria dos ginásios, que recebe nestes 3 meses de Primavera, mais de 500 inscrições (no caso de ginásios médios, que têm já entre 700 e 1000 sócios), não vai de encontro às necessidades dos seus clientes, uma vez que, estes abandonam rapidamente a actividade física mal iniciam as suas férias.

Atribuem-se esses abandonos aos preços elevados (Portugal têm uma das quotas médias mais altas da Europa), à falta de motivação dos indivíduos, à fraca tolerância ao esforço, à famosa “falta de tempo”, ao facto de não se alcançarem os objectivos, etc. Na ânsia de resolver esse problema que não é mais do que uma percepção errada da realidade (criada em parte ou no todo pelos próprios ginásios), os ginásios partiram para investir rios de dinheiro em magníficas instalações e equipamentos, proporcionando um elevado grau de conforto aos usuários, cuidando da estética o mais possível, como se vendessem essencialmente um produto chamado: espaço desportivo.

Os anos passam, as experiências repetem, os erros acumulam-se e os ginásios só acordam para a realidade do ambiente social e da venda de serviços, quando comemoram tristemente 6 ou 7 anos de existência com os cofres empobrecidos por um trajecto onde se acumularam cinco ou seis mil inscrições, que apenas proporcionaram 500 ou 600 sócios, situação horrível pela divulgação de uma imagem descontrolada por parte de todos os que frequentaram as instalações mas que rapidamente as abandonaram, acompanhados por uma percepção que infelizmente não é a de um advogado, um fanático, um viciado no fitness.

Talvez se acorde hoje para a necessidade de trabalhar o ambiente social do ginásio, quer na relação sócio – funcionários (interesse genuíno que demonstram os professores pelos sócios, a forma como comunicam com os clientes, o tipo de atenção prestada, os programas elaborados, etc.), quer na relação sócio – outros sócios (forma como recebem, como integram, como se relacionam entre si).

Os ginásios vendem serviços, actos humanos onde a parte essencial são as pessoas. Na perspectiva do negócio, a retenção de clientes é fundamental e só pode ser conseguida com um trabalho mais consistente sobre o ambiente social, a fim de mudar a percepção que os potenciais sócios de ginásios e os clientes regulares têm da indústria do fitness. Uma percepção mais positiva de forma que associem o acto de frequentar um ginásio a algo bom, algo benéfico, agradável e que produza boas sensações, que lhes mude as vidas para melhor e não seja simplesmente mais um local sugador de euros. Só assim colocarão o exercício num patamar superior na sua escala pessoal de valores (situação essencial para que os ginásios possam cobrar mais e para que não oscilem quando os clientes tenham de optar entre o exercício e outra actividade qualquer). Para tal, têm necessariamente de mudar a forma como comunicam com os seus clientes, mudar processos e métodos sem se esquecerem que vendem exercício físico, que vendem princípios de treino aplicados ao ser humano. Já não podemos pensar que ao sair um sócio entra outro novo virgem de ideias, pronto a ser aculturado pelos fanáticos do fitness. Já ultrapassamos a época em que poucas pessoas haviam frequentado ginásios em que poucas pessoas tinham uma percepção daquilo que eram os ginásios. Agora a informação abunda entre uma população que tem dificuldade em filtrá-la. Certa ou errada, é esse tipo de estratégia de comunicação difundida por várias revistas, televisão e “boca-a-boca” que leva tanta gente a estes espaços de prática desportiva privada. Esta informação rotula a indústria, veste-lhe uma roupa independentemente de, o ginásio X, o ginásio Y e o ginásio Z se identificarem com ela ou não.

Se há mais ex-sócios do que sócios nos ginásios (ver estatísticas da International Health Racquet & Sportsclub Association), é provavel que haja mais gente insatisfeita do que satisfeita. Ninguém está preocupado com este facto? O IVA baixa, os preços não mexem, os abandonos continuam e… Que pena! Com tanta ferramenta boa, com uma necessidade enorme por parte da população mundial, podendo combater o sedentarismo como causa de morte fundamental em todo o mundo, temos sido uma indústria incapaz (na generalidade) de ajudar as… PESSOAS.

IFEMA – Fitness 2009

Paulo Sena na feira de Fitness de Madrid

Paulo Sena na feira de Fitness de Madrid

No passado Domingo, estive presente na IFEMA, na feira de fitness de Madrid. As expectativas eram grandes, pois havia lá estado 3 anos antes e a mostra havia sido variada, de qualidade, com a presença das principais marcas internacionais e Espanholas. Desta vez, deparei-me com a ausência dos principais fabricantes mundiais de equipamentos de fitness e mesmo de algumas das principais marcas de Espanha. Resumiria a feira a uma série de pequenas marcas que vendiam equipamentos vibratórios onde o design pode fazer variar o preço em mais de dois mil euros, algumas marcas de máquinas de equipamentos de Espanha, muitos suplementos alimentares e algumas organizações ligadas à indústria do fitness. Tudo, salpicado por uma animação constituida por aulas de grupo diversas, muito ciclismo indoor e os tradicionais culturistas nos stands de suplementos alimentares. Assim, destacaria no stand da BH, a HIPOWER X885 Balanced Abdominal Machine que me pareceu uma excelente forma de substituir o tradicional banco abdominal flexor. Como algo diferente, recomendaria (embora só uma experiência a médio prazo possa definir as vantagens e desvantagens) experimentar os Kangoo Jumps. Uma adaptação de molas em botas similares às do esqui, que permitem dar saltos com grande facilidade. Para quem desejar saber mais, aqui fica o site da marca:  Na sua utilização… Nada de novo: aulas de grupo inspiradas nas tradicionais aulas de step e em certas aulas da Body Training Systems e afins. Esperemos que as próximas feiras nas grandes cidades, sejam algo mais interessantes.

Excesso de confiança e abandono dos ginásios

O excesso de confiança sobre a eficiência futura ou sobre o controlo futuro, fazem com que as pessoas paguem e não utilizem o ginásio. Os consumidores que escolheram um contrato mensal tinham 18% mais de probabilidades de se manter como sócios durante um ano do que os sócios que se comprometem anualmente. (Della Vigna e Malmendier, 2006).