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Archive for the ‘Ditos do Sena’ Category

Um dos lados interessantes da indústria do fitness

Junho 3, 2010 Paulo Sena 1 comentário

Há um lado interessante no movimento agressivo de vendas do mercado do fitness. Andam sempre a tentar vender máquinas novas associadas a “revolucionários” métodos de treino, mas de vez em quando revitalizam barras e halteres, kettlebells, yoga, tai-chi e meditação. Dão-lhe outros nomes, é certo. Mas permitem que muita gente desbloqueie a sua mente para usufruir de métodos e ferramentas eficazes que resistem ao tempo comodamente e se preparam para rejuvenescer.

O valor do nosso corpo

Outubro 25, 2009 Paulo Sena 3 comentários

O nosso corpo é a nossa casa, mas não é apenas um objecto. Tem vida e está em constante mutação. Pode ser uma ferramenta que necessita estar equilibrada para que a nossa capacidade de produção esteja sempre a 100%. Para isso deve ser tratado como algo especial, com exigência e gratidão.

Muitos colegas, profissionais da actividade física, entristecem-me por não acreditarem convictamente na relação do corpo com a saúde. É pena constatar a sua relação com a sua própria profissão, a relação com o seu próprio corpo em degradação, a forma como deixam de transmitir princípios de treino e a forma como se inibem de falar de saúde, numa sociedade em que…

o corpo dos 20 aos 30 é apenas uma imagem mais ou menos camuflada por roupas e pinturas, no qual as pessoas vivem e que aguenta todo o tipo de maus tratos pela sua juventude e pela abundante capacidade regeneradora que ainda possui;

dos 30 aos 40 passa a ser mais camuflado ainda, e inicia-se como um meio para produzir, para facturar, para trabalhar, iniciando-se a percepção da sua utilidade funcional, passa a ser um meio para conseguir certas coisas, inicia-se a tentativa de recuperar tudo o que perdemos dele e algumas pessoas passam a viver para isso, gastando grande parte do tempo com o seu cuidado, é nesta altura que começam os desportos de fim-de-semana as preparações sazonais para a praia;

dos 40 aos 50, assume-se definitivamente que o corpo tem uma função, vivemos com ele, necessitamos dele, faz-nos falta para desfrutar ao máximo da vida, pára-se de fumar nesta idade, iniciam-se as primeiras alterações da alimentação, recordamos os exageros, o abuso e a falta de equilíbrio que tivemos no seu tratamento, procura-se prolongar a juventude, preocupamo-nos com a saúde e todo o tipo de índices (pressão arterial, peso, perfil sanguíneo…);

dos 50 em diante, já só queremos estar sem dor e viver um dia-a-dia de qualidade, percebendo que, afinal não fazia sentido trabalhar tanto destruindo o corpo para tentar desfrutar do dinheiro que hipoteticamente conseguimos na juventude para na idade de reforma não podermos desfrutar dele.

Este corpo único que temos, não pode ser tratado como um objecto sem vida que cobrimos de roupas, que limpamos com os produtos anunciados na tv, camuflado com as pinturas cada vez mais densas (utilizadas por mulheres e homens também), esculpido (como se isso fosse possível), exibido, escondido, enfeitado… E de vez em quando, tomamos consciência de que está vivo quando têm fome, dor, calor, frio…

O corpo existe e não devemos negá-lo. Os corpos são diferentes. Cada um tem seu potencial. Devemos ter consciência disso. O primeiro passo para ter um corpo belo, é aceitar todos os seus pontos fortes e fracos. O passo seguinte é explorar todo o seu potencial controlando as suas fraquezas com as ferramentas de que dispomos para que os outros não as percebam como tal.

O sucesso de um corpo que permanece produtivo, ao nosso serviço, com vida própria, que transpira energia e vitalidade qualquer que seja o seu perfil estético, está no equilíbrio, na procura do melhor programa de treino, no estilo de vida mais adequado para as nossas necessidades. Não reside (pelo menos a longo prazo), no culto excessivo do físico (ninguém necessita mais de 3h semanais de exercício físico), numa vida dedicada ao corpo. O sono, a alimentação, a atitude perante a vida e a escolha de um tipo de movimento que o estimule, que lhe aumente o potencial ou simplesmente mantenha a sua funcionalidade.

Estamos a perder sócios nos ginásios a grande velocidade…

…Isso apenas contribui para que haja cada vez menos sócios “virgens” de experiências em ginásios. Este facto condiciona a percepção que essas pessoas têm dos centros de fitness, tornando mais complicada a missão de as educar e mudar os seus hábitos e estilo de vida. Algumas dessas pessoas nunca mais entrarão num desses locais devido à ideia negativa com que ficaram. Necessitamos pois, centrar a nossa atenção nos nossos clientes, para que se tornem nossos advogados em vez de ir em busca constante de novos sócios.

Dar ênfase às forças

Dar ênfase às forças é mais importante do que corrigir os erros e fraquezas!

O momento ideal

O momento ideal, não existe. Melhor dizendo: é agora!

Mais vale…

Mais vale uma repetição lenta do que duas a voar.