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Endurecer os músculos

Março 11, 2010 Paulo Sena 1 comentário

Endurecer os músculos e combater a flacidez, está na ordem do dia! O Sol voltou, a Primavera vem a caminho, a malta não treina desde Agosto… Está tudo descaído!!!!!! Socorro!!!

Querem músculos mais firmes? Andam no ginásio? Estão fartos(as) de fazer cardio, transpirando, pensando que a gordura se vai com o suor e no entanto, a bunda continua descaída. Horas e horas de treino com resultados medíocres?

Tomem Acti-Mio XPTO!…

Naaaaa!!! Nada disso!

Tudo o que necessitam é melhorar: treino, sono e alimentação. Simples e eficaz! E mais importante do que isso: método possível de manter a longo prazo.

Treino

Fazer mais, com mais peso e mais intensidade no mesmo tempo de treino. Respeitar os princípios de treino. Para quem específicamente treina em ginásio: façam agachamentos com mais peso ou façam mais repetições com o mesmo peso, façam mais peso morto, remem mais em menos tempo.

Sono

Acordar todos os dias à mesma hora até o corpo “acertar” o seu relógio biológico. Dormir 8h para a maioria das pessoas.

Alimentação

6 refeições diárias que incluam proteína e fibras. Beber mais de 2L de água por dia.

Os resultados serão espantosos e duradouros! Afinal, ninguém quer um corpo funcional e bonito apenas por algumas semanas!

PONTO FINAL!

Princípios do treino revistos

Março 11, 2010 Paulo Sena 1 comentário

Os princípios são linhas de orientação para a conduta humana e que provaram ter duração e valor permanente (Covey, 1994)

Os princípios são leis naturais que se aplicam de forma universal. A única diferença é a forma de pensar do homem, a falta de reflexão que acontece hoje em dia e que nos leva a estar mais preocupados com o tipo de treino dos grandes atletas ou dos seus grandes ídolos, para depois os copiarmos e aplicarmos a nós próprios. Preocupamo-nos muito por não termos efectuado 23 séries, mas não nos preocupamos em verificar se as cargas que utilizamos têm aumentado nas últimas semanas; não nos preocupamos em verificar como está a nossa composição corporal; não nos preocupamos em verificar se estamos a recuperar de umas sessões de treino para as outras. Isto acontece muitas vezes porque vamos em busca de atalhos e na natureza, no mundo biológico não há atalhos. Procuramos as coisas fáceis, esquecemo-nos dos exercícios básicos que deram tão bons resultados em épocas onde não havia drogas. O que acontece é que nos esquecemos de respeitar os princípios, as leis naturais.

1. Unidade ou Totalidade

As diferentes tarefas que compõem o treino desportivo devem ser devidamente coordenadas, segundo um caminho metódico e organizado, de modo a constituírem um processo unitário e global, um todo. O treino desportivo deve ser sistematizado obedecendo a um conjunto de princípios: intensidade, progressão, continuidade e alternância.

2. Intensidade ou Sobrecarga (o desenvolvimento baseia-se na adaptação às exigências)

A melhoria do rendimento do indivíduo relaciona-se com o aumento progressivo da carga, principalmente dos iniciados na actividade.

Para aumentar a intensidade na musculação, poderemos: aumentar o número de repetições, aumentar a carga mantendo as mesmas repetições, reduzir o descanso entre séries ou entre exercícios.

A sequência correcta da aplicação deste princípio: estímulo – recuperação – novo estímulo mais intenso do que o anterior (supondo que o corpo recuperou e está mais forte).

Assim, temos de considerar o seguinte: os estímulos de intensidade fraca não produzem consequências; os estímulos de intensidade forte ocasionam processos de adaptação necessários para melhorar as capacidades. Mas se forem demasiado fortes podem provocar danos no nosso corpo.

3. Variabilidade

O desenvolvimento global do indivíduo é fundamental no processo de treino. Por isso devem ser utilizadas, formas variadas de treino, com diferentes métodos, intensidades, movimentos, de acordo com os objectivos estabelecidos.

4. Retardada ou Adaptação

Existe um desfasamento temporal entre a aplicação da carga e o momento em que ocorre a adaptação. Isto significa que o nosso corpo não se modifica estrutural e funcionalmente durante o treino. É necessário um tempo entre o treino e a adaptação do corpo motivada por esse treino.

5. Saúde

Podemos treinar por vários motivos, mas o objectivo principal do treino deveria ser a melhoria da saúde como um todo.

6. Diferenças Individuais ou Individualidade Biológica (genética)

Cada um de nós nasce com uma carga genética que determinará factores tais como: composição corporal (percentagem de massa gorda e de massa magra), somatótipo (aparência morfológica), altura máxima esperada, força máxima esperada, aptidão física e intelectualidade. Estes factores acrescidos à experiência de vida após o nascimento, determinarão o real potencial de cada um. Portanto, nos programas de actividade física, respeitar este princípio torna-se fundamental para a dosagem dos trabalhos a serem realizados. Sendo assim, devemos reflectir seriamente se a mesma actividade realizada em grupo – o mesmo exercício, a mesma intensidade, a mesma duração e na mesma frequência semanal – trará benefícios a todos. Para alguns elementos do grupo, a carga de trabalho pode ser muito forte e para outros insignificante. O que observamos é que se queremos realizar um trabalho que esteja dentro destes princípios referidos, a fim de melhorar a capacidade integral do seu executante, devemos individualizar esta carga dentro dos critérios estabelecidos cientificamente com constantes avaliações. Caso contrário, podemos cair no erro de não conseguir qualquer benefício, ou em vez disso prejudicar a nossa evolução. Não podemos prometer aumentar a estatura de um adulto com o treino, não podemos prometer a uma senhora com os ombros mais largos do que as ancas, que o treino irá atenuar essa diferença.

7. Consciencialização (envolve-te no processo de treino)

Este princípio parte do pressuposto de que a actividade, quando realizada conscientemente, (ou seja, sabendo o porquê e para quê da sua realização) permite a obtenção de mais benefícios na medida em que o seu executante procura “canalizar” esforços para o seu real objectivo.

8. Continuidade/ Reversibilidade (se não usas, perdes a capacidade)

Para obter resultados temos de garantir a continuidade do processo de treino (estímulo – recuperação – novo estímulo). De nada adiantaria tentar melhorar o nível físico em qualquer actividade, quer respeitando as diferenças individuais, estando consciente de que se está a treinar, quer aumentando gradualmente a carga se, por algum motivo, o processo de treino for interrompido abruptamente.

As alterações estruturais e funcionais adquiridas ao longo do processo de treino são transitórias, voltando ao nível inicial no caso do processo de treino ser interrompido. Ou seja, ao estimularmos o corpo obtemos determinadas adaptações mas se deixarmos de estimular o nosso corpo, as adaptações deixam de ocorrer e se esse período for prolongado, voltaremos ao início de quando começamos a treinar.

9. Especificidade (treina da forma como te queres desenvolver)

Uma carga de treino específica produz uma resposta e adaptações específicas.

O treino deverá ser direccionado em função dos objectivos específicos da actividade escolhida, sobretudo ao nível das qualidades físicas, do sistema energético predominante e das técnicas específicas.

Exemplos de Aplicação dos Princípios de Treino:

Quando conjugamos o treino de musculação realizado no ginásio com os treinos de futebol realizados por um indivíduo, estamos a respeitar o Princípio da Unidade ou da Totalidade.

Quando o indivíduo sente facilidade em percorrer 1000m em 10min e a sua pulsação está abaixo da zona alvo de treino e solicitamos a esse indivíduo que tente percorrer os 1000m em 9min e 50seg, estamos a respeitar o Princípio da Intensidade ou da Sobrecarga.

Quando aguardamos alguns dias entre sessões de treino, estamos a respeitar o Princípio da Acção Retardada.

Quando deixamos de treinar durante um longo período de tempo, deixamos de respeitar o Princípio da Reversibilidade.

Quando utilizamos técnicas de execução de exercícios biomecanicamente incorrectas para conseguir fazer mais duas ou três repetições, colocamos em causa o Princípio da Saúde.

Quando prometemos a um endomorfo de uma família de várias gerações de obesos que irá facilmente conseguir correr uma maratona, não estamos a respeitar o Princípio das Diferenças Individuais ou Princípio da Individualidade Biológica.

Quando indicamos a um aluno os músculos que vão ser exercitados no exercício seguinte, estamos a respeitar o Princípio da Consciencialização.

Quando alguém treina uma vez por mês ou de uma forma muito irregular, está a desrespeitar o Princípio da Continuidade.

Workshop de musculação no FFitness em Viseu

Março 7, 2010 Paulo Sena 1 comentário

Participantes no workshop de musculação no FFitness em Viseu

Foi com grande agrado que me desloquei hoje (6 de Março) a Viseu ao ginásio FFitness para realizar um workshop sobre alguns temas de musculação.

Foram 6 horas intensas de transmissão de informação, apresentando a minha perspectiva sobre o perfil e competências do instrutor de musculação, sobre o perfil de um bom profissional do fitness, uma visão diferente da avaliação da condição física/triagem de alunos, princípios do treino e prescrição de exercício, serviço a clientes. Tudo numa tentativa de fomentar o desenvolvimento de verdadeiros “chefs” capazes não só de elaborar receitas de séries e repetições mas sobretudo, suficientemente competentes para “cozinhar” os programas de treino que contribuam para mudar a vida de muitas pessoas.

Interessantes as experiências dos participantes. Reconhecido mérito por desenvolverem bons trabalhos fora dos grandes centros e a motivação demonstrada em querer fazer melhor.

Obrigado pela vossa participação. Espero continuar as acções de descentralização da formação e coaching na indústria do fitness.

100.000 visitas! Obrigado!

Março 5, 2010 Paulo Sena 2 comentários

Caros leitores,

Em Março de 2006 transferi o meu site para o wordpress e desde então, foram escritos 130 artigos que obtiveram mais de 200 comentários. Tem sido uma experiência bastante enriquecedora devido à interacção com os leitores, à possibilidade de ajudar várias pessoas com algumas indicações sobre estilo de vida, relembrando alguns princípios para que mudem as suas vidas para melhor. O tempo não é infinito e tenho procurado ser regular na publicação e na resposta aos comentários de todos vocês. Este ano tem sido muito bom. Em 10 de Fevereiro bateu-se o recorde de visitas e alguns dos artigos publicados, já estão no top 10 do site. Atingimos agora 100 mil visitas que me dão ânimo a continuar este desafio voluntário e de grande paixão.

Obrigado a todos!

Bons treinos!

Paulo Sena

Treinos honestos para pessoas reais!

Vivafit Matosinhos

Fevereiro 28, 2010 Paulo Sena 3 comentários
Paulo Sena "testando" as máquinas do Vivafit Matosinhos

Paulo Sena "testando" as máquinas do Vivafit Matosinhos

Há muitos anos que venho falando da importância de encurtar os programas de treino. As soluções para tal, são várias, mas o mais importante é a eficácia dos mesmos, o mais importante são os resultados.

O conceito vivafit não é novo, mas parece adaptar-se à realidade Portuguesa, ser suficientemente dinâmico e ter alguma flexibilidade para se ir adaptando às exigências actuais. Esta cadeia, após ter ganho dimensão, depara-se agora com o desafio de aprimorar o seu sistema e para manter as suas clientes satisfeitas.

É precisamente nesse sentido que louvo as iniciativas ao nível da retenção por parte deste tipo de ginásios. Ao contrário dos ginásios tradicionais, o Vivafit centra grande percentagem dos seus esforços no ambiente social, na alteração de comportamentos e num acompanhamento muito próximo das suas clientes, em vez de apostar em instalações luxuosas, treino padronizado vendido como treino personalizado, nos processos e nas receitas de séries e repetições.

O facto das actividades, da oferta ao nível de exercício ser padronizada e mais limitada no Vivafit, obriga a uma intervenção muito forte em sistemas de incentivos, no aproveitamento do tempo de treino, na dinâmica que se imprime nas instalações e no fomento de amizades, da criação de uma família, de uma verdadeira tribo.

Neste caso em particular do espaço de Matosinhos, fui surpreendido pela qualidade das instalações, em especial pelas dimensões dos balneários, pelo estilo simplificado da decoração que é adornada precisamente pelas ilustrações das sócias, pelos seus feitos, pelos seus resultados. Fomenta-se assim a criação de uma cultura própria do Vivafit Matosinhos que certamente o distingue de outros espaços da mesma cadeia. Isso deve-se ao empenho e dedicação das suas funcionárias verdadeiramente preocupadas na criação de boas relações entre sócias, mas sobretudo no importante factor: relação sócias-funcionárias.

Sala do Vivafit Matosinhos

Sala do Vivafit Matosinhos

Esta oportunidade, esta visita guiada a um ginásio de treino “expresso” para mulheres, vem confirmar as minhas “suspeitas” que este local reúne aspectos muito importantes para que as sócias tenham sucesso:

  • treinos práticos e seguros
  • as sócias não são “abandonadas” como nos grandes ginásios tradicionais
  • público-alvo bem definido
  • ambiente social forte
  • relação sócias-funcionárias muito cuidada
  • criação de fortes redes sociais
  • menor preocupação com detalhes do programa de treino (com a “receita”) e maior preocupação com a forma como se faz, com a forma como se “cozinha”
  • preocupação para além do físico da pessoa
  • uma grande variedade de exercícios de treino é importante, mas não é a chave para o êxito

Embora aqui não se utilizem ferramentas de que eu tanto gosto, não tenho dúvidas em dizer:

Recomendado!

A parede do sucesso do Vivafit Matosinhos

A parede do sucesso do Vivafit Matosinhos

Façam uma visita meninas:

Vivafit Matosinhos

Rua Dr. Afonso Cordeiro, n.º 123

Tlm: 91 877 83 06/ 96 329 53 79

matosinhos@vivafit.pt

Traseiros firmes

Fevereiro 8, 2010 Paulo Sena 15 comentários

Os glúteos são enormes músculos que constituem a zona carnuda das nádegas. São os músculos mais volumosos do corpo humano. E, embora haja diversos métodos de medir força, o gluteus maximus, disputa com o masseter (músculo da mandíbula, responsável pela força da mastigação), o título de músculo mais forte e mais potente do corpo humano.

Então como é possível procurar desenvolver, “tonificar”, “firmar” esta zona do corpo com pesos leves, cargas reduzidas e trabalho pouco intenso? Mas que lógica é esta?

Para que servem?

A função principal dos gluteus maximus é a extensão da anca (movimentar a coxa para trás). Os gluteus medius e minimus, realizam a abdução (afastar da linha média do corpo) da coxa.

Ou seja, utilizam-se com mais intensidade nestes movimentos que se realizam ao caminhar, ao subir escadas, quando nos baixamos para apanhar algo do chão, enfim, quando movimentamos a coxa para a frente e para trás. Subir escadas por exemplo, é um gesto onde a amplitude de movimento na anca é superior à realizada na locomoção, por isso nas escadas os glúteos intervêm com mais intensidade. São importantes quando nos sentamos e levantamos de uma cadeira. A sua função não é propriamente estética, mas… ajuda a mulher a sentir-se mulher. Nesse sentido, necessita de os manter em forma. E nada melhor do que centrar-se na sua performance. Na performance dos glúteos, na sua capacidade para vencer resistências maiores com mais facilidade, com maior amplitude e durante mais tempo. Isto porque eles têm força, muita força e voltam ao seu lugar natural se forem exercitados com intensidade. A musculação é talvez a melhor actividade com a melhor relação tempo/benefício para produzir essa forma. Glúteos capazes de movimentar cargas mais intensas e pesadas, serão sempre glúteos mais firmes ou mais “tonificados” como algumas pessoas gostam de dizer. Portanto, a atenção deverá estar na performance. Uma melhoria de performance trará uma melhoria estética. Com isto não se garante um bum-bum perfeito, pois a forma é geneticamente herdada, mas uma forma flácida de baixa performance tem muito pior aspecto do que uma forma firme e de alta performance.

Quando um músculo é fraco, temos de utilizar outros músculos para ajudar. Modificamos padrões de movimento e posturas por causa disso. Quando os glúteos estão fracos promovem dores na zona lombar, criam instabilidade na anca e alteram a locomoção. Assim, necessitamos deles para inúmeras actividades no nosso dia-a-dia e para mantermos a saúde, afastando-nos de problemas ortopédicos e musculares.

Aqui fica um exemplo de um bom programa de treino para fortalecimento de glúteos:

  1. Agachamento
  2. Agachamento
  3. Peso morto
  4. Peso morto
  5. Peso morto de pernas estendidas
  6. Peso morto de pernas estendidas
  7. Supino
  8. Elevações assistidas
  9. Press de ombros
  10. Curl com barra
  11. Elevações de tronco “situps”
  12. Elevações de tronco “situps”

Frequência: 2 a 3 vezes por semana

Intensidade: 1 série por cada exercício em que a falha muscular ocorra entre os 60 e os 90 segundos. Descansos de acordo com a tolerância ao esforço.

Progressão: a) aumentar as repetições ou tempo em carga de cada série de exercício; b) diminuir descansos entre exercícios; c) fazer tudo igual mas com mais peso.

Bons treinos!