Recuperação funcional hérnia cervical


Após crise em 23 de junho de 2016, cujas seis visitas a vários médicos revelou após RM duas hérnias C6-C7 e C7-T1 com parestesias e total incapacidade para qualquer tipo de atividade física, iniciamos um processo de recuperação que implicou:

4 semanas de repouso absoluto (eu diria que estive de cama com analgésicos) e sessões de fisioterapia.

2 semanas de exercícios de reabilitação com bola suiça e elásticos.

2 semanas com algumas caminhadas e continuação da fisioterapia clássica e os exercícios das semanas anteriores.

Finalmente deixamos de sentir dor no ombro e mão direita afetada.

6 semanas de musculação com base no peso morto, agachamento e press. Nas últimas 3 semanas introdução de baixo volume de elevações.

Todos os treinos estão registados neste site.

Para já a natação que despontou por técnica errada e agressiva o problema, está em espera. Durante. 6 meses efetuamos 3kms de natação estilo crol maioritáriamente com respiração unilateral e 750m desse total foram de estilo mariposa (se assim pudermos chamar)

Agora o plano é este para as próximas semanas, recentemente idealizado por mim em função das sensações e níveis de força atual. Começo a pensar que a falta de regularidade na realização destes exercícios durante o passado ano letivo contribuiu para o enfraquecimento da coluna. Relembro que cheguei à musculação depois de uma cirurgia para corrigir uma espondilolistesis grau 2 entre L5-S1 em 1987 e que hoje, tenho a mesma situaçãoentreL4-L5. Toda uma série de compensações existentes na coluna vertebral e um misto demá técnica e más posturas diárias éque promovemsituações como a que estou a viver agora. Muito volume de treino,menos sonos, a idade,passado desportivo, mas sobretudo má utilização da coluna vertebral que não foi feita para grandes rotações.

Como o volume de treino é uma das situações mais importantes na recuperação de um quarentão, teremos de diminuir volume e aumentar intensidade.

Menos volume, melhor postura, mais força, mais sono, menos stress, menos tablets e computadores, mais água, mais água, mais água e fruta, deverá ser o foco.

Cada caso é um caso. Os meus profissionais de saúde que me estão a ajudar (osteopatas, fisioterapeutas e nerocirurgião) orientaram-me neste sentido. Agora é comigo. E que me sirva de lição e ao mesmo tempo possa ser um caso de estudo que ajude outras pessoas. Embora a viagem esteja a decorrer, o caminho é a meta.

Bons treinos!