4 comentários em “Promofit Games WOD 1”

  1. Olá Nuno!
    Sim, o ideal é isso mesmo. Mas não se esqueça da transição para o press. O Ricardo não sendo um especialista, perderia vantagem porque teria de fazer a barra rolar ligeiramente da zona dos dedos para próximo das palmas das mãos a fim de empurrar eficazmente no movimento de press. Por outro lado, todos temos músculos mais fortes e mais fracos e zonas com maior ou menor flexibilidade. Ao longo de um quarto de século nos ginásios, uma das lacunas que reparo neste tipo de movimentos é a dificuldade em ter os punhos numa posição relaxada (falo por experiencia própria também). Mas do ideal ao real vai uma distancia. Da teoria à prática é onde reside o êxito. Nisso o RBT é dos melhores profissionais do mercado e como atleta de endurance, já não é fácil competir com ele.
    O Ricardo foi o nosso exemplo de um atleta de endurance a executar movimentos nos quais não é um especialista.
    No treino 2 teremos um atleta de outra modalidade.
    Como sabe, num desafio desta exigência a postura vai-se perdendo. Reparou na postura dos finalistas dos crossfitgames? http://www.youtube.com/watch?v=ETPG0tntAa8
    Pouco exemplares se nos centrarmos nos detalhes. Se perguntarmos aos especialistas em halterofilismo, em ginástica ou kettlebells… Então vamos ficar desiludidos com a nossa técnica. Por falar em KB, que tal perguntar a opinião ao nosso especialista nacional (Eduardo Fonseca) sobre os KBS dos crossfitters? 🙂 http://portugalkettlebellclub.wordpress.com/
    Mas essas falhas técnicas ocorrem noutras modalidades onde a técnica nos ajuda ou prejudica na performance.
    A perfeição é inimiga do sucesso. Embora o objetivo seja sempre a melhoria, As técnicas evoluem ao longo dos tempos na procura da eficácia. Mesmo no halterofilismo foram alteradas nos últimos 30 anos. Repare neste press com layback de um dos melhores de sempre:

    Nesta situação ainda é mais evidente: http://www.youtube.com/watch?v=7erVblY7aiU
    Depois temos um grande desafio quando juntamos movimentos com barra, ginástica e endurance. Que dirão os ginastas sobre a técnica dos crossfitters. Qualquer dia tenho uma conversa com o meu professor Rui Sereno sobre o assunto 🙂
    O nosso objetivo com este vídeo é demonstrar os exercícios, os critérios de êxito para esta prova e os erros mais comuns. As cargas utilizadas permitem que participem pessoas de várias proveniências desportivas. Com os vídeos do treino 1 e 2 iremos ver desportistas especializados em outras áreas executar com êxito os movimentos. Com isto não quero dizer que façam os movimentos na perfeição. Na perfeição fará talvez um campeão. Mas também podemos considerar que um campeão tem para além da técnica o repouso, a alimentação, a atitude mental e um bom momento no dia da vitória.
    Na generalidade o RBT está mesmo muito bem.
    Estou curioso por ver os vídeos dos participantes.
    Pode ser que em 2013 haja mais do que um Tuga a concorrer aos crossfitgames.
    Os Promofitgames pretendem ser um desafio que nos faça melhorar a todos através da competição, que nos reúna e permita a partilha de experiências. Isto para além do convívio, é claro!
    Se o “crossfit” ou qualquer atividade realizada em ginásio deixar de ser inclusiva, eu estarei fora. Andei décadas a “partir pedra” para colocar as mulheres a fazer musculação. Procuro incentivar toda a gente a quebrar as barreiras intimidatórias que impedem baby-boomers e donas de casa de se sentirem à vontade nos ginásios. Quero contribuir para o combate ao sedentarismo que é a causa de morte número um. A ferramenta denominada “crossfit” que é apenas uma metodologia de treino que junta brilhantemente as melhores ferramentas e modalidades tem sido uma forma diferente de combater o abandono da atividade física. Se nos virarmos exclusivamente para a competição pura, vamos “matar” uma forma fantástica de ajudar a mudar a vida das pessoas no sentido positivo através do movimento humano.
    Espero ter esclarecido.
    Temos de publicar mais vídeos na internet, colaborar mais, ir a workshops, partilhar experiências e ter mais acuidade sensorial para estes temas.
    Bons treinos!

    1. Sim senhor. Paulo, mais uma vez é com grande satisfação e alguma avidez (por conhecimento) que leio a sua resposta ao meu comentário. Este, teve esse mesmo objetivo: Despertar e lançar discussão no tema. Na verdade, e concordo inteiramente consigo, a interpretação do movimento “mexe” com muitas variáveis, não só a imagem mental que construimos, como também a interacção dos diferentes sistemas na execução do mesmo. Os atletas de alta competição são eles próprios exemplo disso mesmo. O Sr. Alexeev, cumpre o exigido na tarefa, preenche as componentes críticas, mas à custa da sua integridade fisica (repare no exagero do arco lombar). Na minha opinião o desporto de alta competição com a sua especialização afasta-se determinantemente do que preconizo como atividade fisica saudável. E no CrossFit, apesar da preocupação com a mecanica do gesto, aqui e ali deturpa-se a forma em favor da performance. Daí a importância das componentes críticas que refere no video demo. Em breve procurarei participar nos seus worshops. Castelo Branco ainda fica longe de tudo! Obrigado pela troca de ideias.
      Nuno
      PS: Ao meu formador de IC, RBT um forte abraço.

      1. Bons treinos!
        Espero vê-lo em Guimarães. E quando quiser organizar um workshop sobre musculação, liderança em ginásios, psicologia da atividade física aí pelas suas bandas, comunique. Entretanto, será bem vindo pelas bandas do Porto ou Chaves para treinar ou partilhar informação.
        Mantenha-se forte, resistente e flexível 🙂
        Agora chega de conversa e vamos lá estimular o corpo, também conhecido por treinar ou “sair da zona de conforto” 🙂 Até breve!

  2. Boa noite Paulo. Gostaria de partilhar consigo uma observação que faço à posição dos braços do Ricardo quando a barra está em apoio sobre os ombros. Na minha opinião os braços deveriam estar mais próximos do paralelo em relação ao solo. Se não houver essa preocupação, quando o cansaço chegar vai ser impossivel executar o front squat sem desequilibrar-se para a frente. O que acha?
    Um abraço para si e para o RBT,
    Nuno

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