Entrevista a Eduardo Fonseca (Kettlebell Fitness Instructor)

1. Há quanto tempo estás ligado à indústria do fitness (ginásios)? Descreve um pouco o teu percurso de experiências.

Eduardo Fonseca treinando com kettlebells

R: Em 1976 comecei o meu percurso no desporto, fui atleta federado de natação livre até meados dos anos 80. Entrei na indústria do fitness em 1988 quando procurei pela primeira vez treinos de resistência muscular e força, mas foi num ginásio chamado “o Músculo” que tive contacto com verdadeiro ferro e a o treino da “velha guarda”, isto nos inícios dos anos 90. No entanto, devo referir que nesta altura já tinha seguido um plano de treino de um livro chamado “o livro do Hércules”. Consistia num plano de 3 meses, dividido em aulas e em que as ferramentas eram essencialmente material que todos nós temos em casa, como vassouras, toalhas, cadeiras e sobretudo muito peso corporal.

Depois da passagem por cerca de 10 ginásios, a treinar e acompanhar a evolução da indústria do fitness, desde os serviços (aulas) que começaram a ser introduzidos às instalações e equipamentos, foi em 2007 que entrei a tempo inteiro na indústria do fitness e sempre ligado ao treino de força e resistência muscular, como instrutor de fitness e personal trainer.

Actualmente, depois das minhas passagens pelo estrangeiro com as kettlebells, tornei-me Kettlebell Fitness Instructor pela BCNMA/IKFF, Kettlebell Fitness Instructor pela World Kettlebell Club e Coach da World Kettlebell Club e mais recentemente Presidente da direcção do PKC e Manager/Coach do PKC.

2. Como chegaste até às kettlebells?

R: Sempre procurei as respostas não padronizadas para as questões de treino, nunca segui um plano de treino das revistas, mas cometi os meus erros. Olhava para o meu passado no treino de resistência muscular e para o futuro que me esperava e durante algum tempo procurei respostas para o que seria o futuro dos meus treinos e do futuro na indústria do fitness (de treino de resistência muscular). A única certeza que tinha era que o marketing tinha evoluído com a entrada de grandes cadeias de ginásios em Portugal, o serviço prestado ao cliente estava mais personalizado e na moda, mas os treinos e as intensidades de treino estava bem mais baixas e deixadas para segundo plano, o importante era (e continua a ser) não perder os clientes. Quis mudar, nos últimos anos fui lendo e descobrindo mais sobre a história, nomes e ferramentas da musculação, pesquisei e descobri muitas ferramentas interessantes, entre várias descobri as kettlebells e pareceram-me ser “a tal”.

3. O que são as kettlebells?

As kettlebells são utensílios de ferro parecidos com bolas de canhão e uma alça. O seu design foi evoluindo ao longo dos tempos. Existem as profissionais, as Pro Grade Steel Kettlebells e as Iron Cast que também são usadas para treino. Originalmente, apenas havia categorias de peso de 1 poods, 1 ½ poods e 2 poods, ou seja, 16kg, 24kg e 32kg, no entanto, dos dias de hoje, encontram-se kettlebells de praticamente todos os pesos.

4. Quais os benefícios de treinar com kettlebells?

Os benefícios de treino são variadíssimos em que podemos treinar com várias intensidades para diferentes objectivos. O seu design permite-nos trabalhar as fibras musculares em várias direcções e potenciar a nossa força em vários ângulos, permite-nos trabalhar a força, resistência, flexibilidade, coordenação, melhorar a nossa consciência corporal, o nosso sistema sensorial somático, como também aumentar a nossa massa muscular entre muitas outras.

5. Se comprarmos uma kettlebell podemos deixar o ginásio? Temos “the ultimate fitness tool”?

É uma pergunta perigosa! Na minha opinião e depois de já ter visto vários conceitos de treino que podiam ter sido mais potenciados e não foram porque a indústria do fitness os massificou como “the ultimate fitness concept” ou “the ultimate fitness tool” não gostaria de ver as kettlebells como “the ultimate fitness tool” e isto porque entendo que não existe o melhor conceito de treino nem a melhor ferramenta de treino. As pessoas devem ser activas a praticar a modalidade que mais gosta.

Aconselho todos os que comprem uma kettlebell e querem fazer os grandes levantamentos de kettlebells (kettlebell lifting) a procurarem um espaço onde haja um instrutor qualificado de kettlebells para que possam treinar com esta ferramenta e evoluir a sua técnica. Não aconselho a que comprem uma kettlebell e passem a treinar em casa sem conhecimentos técnicos para fazer kettlebell lifting. Com os conhecimentos técnicos adequados e conhecimentos de planos de treinos, são uma ferramenta a explorar e levar para todo o lado.

6. Quais são as vantagens de realizar treinos com kettlebells, quando comparados com os tradicionais treinos culturistas, ou as típicas aulas de grupo dos ginásios.

Bem, se pretendem fazer culturismo provavelmente as kettlebells não sejam a ferramenta principal, mas podem ser usadas em alguns exercícios como os tradicionais halteres e barras ou mesmo complementar (normalmente existem kettlebells até 48Kg, mas existem de peso superior).

Para quem gosta de aulas de grupo as kettlebells são excelentes! Pessoalmente, também estabeleço treinos com kettlebells em grupo em que todos seguem um plano de treino específico, é divertido, motivador, muito intenso e sobretudo desafiante, facilmente conseguimos conseguir boas adaptações e queremos sempre atingir um novo patamar. São uma fantástica ferramenta para aulas de grupo.

6. São treinos adequados para perder peso ou perder gordura?

São treinos adequados para qualquer tipo de objectivo. Como pioneiro na divulgação das kettlebells em Portugal, não pretendo que se caia no erro de enganar seja quem for. Não são milagrosas, pois entendo que aspectos como a alimentação, frequência de treino e descanso são essenciais, no que toca a intensidades de treino, são simplesmente brutais e fantásticas para atingir qualquer objectivo. O conceito de treino é de trabalho corporal completo e essencialmente exercícios poliarticulares onde são solicitados vários grupos musculares e principalmente as grandes massas musculares que solicitam um grande aporte energético. Se for para perder peso ou gordura, são provavelmente as mais adequadas!

7. É uma ferramenta adequada para ser usada por mulheres?

São adequadas para qualquer pessoa, tenho meninas na casa dos 20, 30, 40, 50 e até 70 a fazer exercícios com kettlebells e já se apaixonaram (até já tive que emprestar para treinarem em casa).

8. O que é o Girevoy Sport?

Girevoy Sport é a modalidade desportiva que se faz com kettlebells. De origem Russa e que tem sofrido várias alterações, não só regulamentares como também no próprio design das kettlebells. Podemos chamar de Kettlebell Lifting, consiste em 2 grupos de levantamentos em que os Gireviks (levantadores de kettlebells) podem separadamente se inscrever e competir. No Biatlo que é composto por 2 levantamentos (Jerk e Snatch) ou no Long Cycle que é um movimento composto por 2 movimentos (Clean + Jerk). As senhoras competem sempre apenas com 1 kettlebells e os senhores competem sempre com 2 kettlebells excepto no Snatch. As provas têm uma duração máxima de 10 minutos e o levantador deverá efectuar o maior número de repetições. OS profissionais e grandes campeões competem com kettlebells de 32Kg e as senhoras com kettlebells de 20-24kg. Actualmente, alguns promotores também englobam outro tipo de levantamentos, como o Chair Press (que foi retirado da modalidade) ou provas de maratona. Também existem campeonatos de Juggling (malabarismo com kettlebells) e ultimamente tem surgido eventos de StrongSport, com regras e levantamentos diferentes.

9. Podes dar-nos alguns exemplos do tipo de treinos que realizas?

Eduardo Fonseca dá o exemplo.

Geralmente faço (e promovo no clube) sempre alguns movimentos de flexibilidade e mobilidade antes do treino. Gosto de usar (para aquecimento) as “Battling Ropes”, tenho usado o Sledghammer e por vezes o saco de boxe ou apenas uma barra onde faço movimentos de cleans, snatch ou deadlifts e assim promover um aquecimento global e elevar ligeiramente a minha frequência cardíaca (não mais de 10 minutos).

Existem protocolos de treino que podemos seguir. No momento, estou a promover com a maior parte dos alunos um treino de nível 4. Composto por:

Número: 4 movimentos

Rpm: Iniciantes fazem a 5rpm/6rpm

Sets: 3 sets + 1set

Tempo de cada set: 1 minuto (cada braço) + 2 minutos (set final com Swing de carga Superior)

Descanso entre sets: 30

Total Sets: 9 sets + 1set (final).

Tempo total sets: 18 minutos + 2 minutos = 20 minutos

Descanso total = 4:30s

Tempo Total Treino Aprox.= 7mn + 24:30mn + 5mn

No momento, estou a preparar a ida à Irlanda para Março para a primeira representação portuguesa numa prova de GS e um treino de nível superior e mais complexo.

10. Qual a tua visão das actividades realizadas nos ginásios em geral?

Honestamente tenho uma visão não muito agradável, isto porque temos os grandes Health Clubs ou Franchisings que devem seguir regras estimuladas pelos CEO das empresas e aquilo que oferecem é mais do mesmo, ou aulas de grupo da última dança que apareceu na última novela ou no último programa de televisão, ou pegam em equipamentos de cardio que a marca XPTO lançou para o mercado e fazem disso uma aula de grupo como a “ultimate fitness concept/tool” e depois temos os restantes ginásios pequenos que querem ser Health Clubs ou Spas. Quando se investe mais numa sala de grupo, numa piscina ou em equipamentos de cardio do que em equipamentos para os movimentos livres de resistência muscular pouco mais fica para dizer. Falta ferro nos ginásios, falta conhecimento dos grandes levantamentos, faltam intensidades com resistência, falta espírito competitivo para motivar os clientes. Penso que estamos na era das danças, enfim!……

11. Que recomendações darias aos instrutores para conseguirem ajudar os ginásios a terem melhores taxas de retenção de sócios?

Não sou um expert em gestão, mas a minha experiência diz-me que por vezes o problema não está nos instrutores mas sim nos gestores ou empresários. Para um empresário não interessa se A, B ou C têm grandes resultados ou se o plano de treino é o correcto. Quando comecei a treinar não havia instrutores, era o dono do ginásio e todos se conheciam. Actualmente, aos instrutores, conhecer cada cliente é fundamental, criar ligações com eles e perceber o que os vai motivar (não adianta meter tudo no mesmo saco). Estímulos, ensinar o que sabemos, ensinar grandes exercícios que os façam sentir o treino, aos que gostarem, criar mecanismos de comparação entre os clientes (umas actividades tipo torneios em grupo ou não) que façam criar relações entre os sócios, talvez ajude. As kettlebells podem fazer isso, ou não, ter (como sei) kettlebells em ginásios encostadas…….um problema de gestão!

12. Gostarias de deixar alguma mensagem a quem está interessado em iniciar-se ou em saber mais sobre as kettlebells?

Sim! Desafiem-se, experimentem e vão compreender porque digo a palavra “brutal”. Cuidado, aprendam bem para fazerem bem!

13. Sei que criaste o Portugal Kettlebells Club – KClub. Fala-nos um pouco desse espaço.

O Portugal Kettlebell Club – KClub é um clube associativo, cultural e sem fins lucrativos para promover e divulgar o treino com kettlebells para melhorar a condição física de todos os sócios. É um clube direccionado não só para quem pretende melhorar a sua condição física como também um espaço para os profissionais da área do fitness poderem verdadeiramente treinar. Somos o 1º clube português de kettlebells e provavelmente o 1º espaço em Portugal em que se pode treinar ao estilo crosstraining. A essência é as kettlebells, seja com aulas direccionadas para a condição física em geral (fitness), em Personal Training ou para fazer Kettlebell Lifting (em Março representaremos Portugal na Irlanda na nossa primeira competição de Girevoy Sport). Todos podem tornar-se sócios pagando 12€/ano e assim entrar no mundo das kettlebells e de treinos intensos.

14. Estás disponível para workshops, palestras e treinos? Deixa-nos os contactos por favor.

Sim, claro! Podem encontrar-me através do meu site pessoal em www.eduardofonseca.net através do weblog do clube em www.portugalkettlebellclub.wordpress.com ou através do e-mail info.kclub@gmail.com ou pelo contacto 914701827

3 comentários em “Entrevista a Eduardo Fonseca (Kettlebell Fitness Instructor)”

  1. Todos irão defender posições e concordar ou discordar. A minha intenção foi dar uma opinião sincera do panorama geral, da minha visão desde os anos 80 do séc. XX até à segunda década do séc. XXI e como quem dá opiniões (públicas) está sujeito a qualquer comentário, respeitar é saber estar!

    A dança? Provavelmente a primeira forma de expressão corporal do homem e uma das primeiras, que podemos entender, como exercício físico. Talvez o caminhar tenha sido a primeira e o Yoga (se o considerarmos) a segunda, mesmo que não seja assim, a dança é sem dúvida uma das primeiras e à qual estou “ligado” (Dança Desportiva), como pseudó-ex-praticante e por afinidade familiar ao Clube de Dança Desportiva de V.N.Gaia (Alunos de Apollo de Gaia).

    A questão da dança? Quando se olha para ginásio/modalidade/investimento e encontramos algo que: não tem cargas externas, não precisa de grandes investimentos para leccionar a modalidade (material, professores, espaço, etc…), todos podem fazer e é possível abranger uma maior cota de mercado, é divertido para as crianças e para os seniores (eram grupos que não entravam nos ginásios para fazer treino de musculação e as tradicionais aeróbicas) ….. e com a explosão de programas de TV relacionados com as danças..:)….uma “mina de ouro” para os empresários dos ginásios! Quando vejo Dança Desportiva (Dança de Salão) num ginásio,….enfim….anda tudo preocupado em pagar as contas eu compreendo, mas quando querem colocar tudo no mesmo saco (dança não é cultura?) e passam a enviar-me convites para ir tirar pseudó-formações de fitness como http://www.gimnofisico.pt/downloads/Convencao2009.pdf…..quantos professores de dança temos e experts de exercício físico e treino de resistência? Até temos campeonatos de Hip-Hop!!!!

    O Paulo já explicou (tecnicamente) as diferenças e razões e não me vou alongar. Como digo na entrevista em relação às Kettlebells, não são milagrosas, devemos praticar a modalidade que nos motiva e nos fará estar activos!Mas, continuo a rebater que cada coisa no seu lugar e não há que misturar. Querem Danças, então há as academias de danças (e acho muito bem que tenham um espaço para algum treino de resistência muscular), mas não façam o treino de resistência muscular o apêndice dos ginásios!!!

  2. Obrigado pelo comentário.
    A dança… É fantástica! O problema é quando se confunde exercício físico com recreação. E quando os media tentam transformar tudo que mexe em exercício físico. Caminhar, pescar, subir às árvores… Só poderão ser formas de exercício físico se respeitarem os princípios de treino. Se houver regularidade, sobrecarga, etc.
    E embora ir à discoteca seja melhor do que ficar em casa, se não dançarmos com uma certa intensidade e durante um período de tempo, que exija ao nosso corpo algo mais do qual ele não está habituado, não será uma forma eficaz de exercício físico. A parte lúdica estará presente com benefícios mentais evidentes se forem percebidos como tal pelo indivíduo que dança. E obviamente, se, durante o processo de dança não se intoxicar com álcool e tabaco em excesso. Senão, é como correr no meio de uma cidade poluída (obtemos benefícios musculares, mas cardiorespiratórios…)
    Tem-se também criado a ideia que alguns movimentos com pesos podem ser coreografados. Alguns talvez, mas outros… É quase como o cirurgião fazer dançar o bisturi durante uma intervenção cirúrgica enquanto “investe” sobre o paciente.
    Para além disso, as actividade de grupo notaram uma evolução muito turva. Começaram por ser dança efectivamente, mas depois quiseram aplicar sobrecarga com caneleiras, steps, halteres e acabam por não conseguir os objectivos que prometem. Daí que, as danças de salão voltem a ganhar o seu espaço com firmeza, porque não vendem gato por lebre. Parece-me que, o lugar da componente lúdica e da coreografia deveriam ser repensados em algumas aulas de grupo, sob pena de colocarem em risco os resultados físicos e de aumentarem o risco de lesão por privilegiarem a coreografia em relação à amplitude de movimento ou alinhamento corporal. Volta Jane Fonda que estás perdoada 🙂 (cuiriosamente, a senhora voltou a vender os seus vídeos 🙂 )
    Em tempos escrevi um texto sobre isso: http://paulosena.com/2000/01/14/exercicio-fisico-versus-recreacao/
    Eu cá gosto mesmo muito de dançar. Mas fico triste quando vejo muitos professores em cima do palco sem corrigirem uma única vez os seus alunos que mal conseguem acompanhar o “líder” com o volume da música demasiado elevado e o traseiro voltado para os seus “clientes”. E pior ainda é quando ficam aborrecidos quando os alunos não fazem os movimentos dentro dos 8 tempos. Se fosse uma aula de “corrida” já há muito que o professor ia isolado em direcção à meta e os seus alunos abandonados atrás.
    O investimento em termos de marketing nas aulas de grupo pré-coreografadas, advém muito da necessidade de rentabilizar espaços e “despachar” as pessoas do ginásio.
    Uma coisa é certa: algo terá de mudar muito para melhorar as taxas de retenção de sócios reais dos clubes. E passará certamente pela atitude dos professores e dos “guardas de máquinas”, bem como por um maior investimento na educação dos sócios, através de uma diferente utilização da informação sobre actividade física, exercício físico, saúde e desporto. A ligação sócio-professor é cada vez mais ténue.
    De resto, cada profissional que trabalha que rentabiliza da melhor forma as suas ferramentas na sua realidade, no seu meio, terá sempre muito êxito a longo prazo. Mas sempre terá de estar ligado a algo chamado intensidade. Disso falaremos em detalhe brevemente.
    Enquanto continuarmos a investir sobre bases pouco sólidas: falsas promessas às pessoas, mudar a cor dos equipamentos, mudar os nomes das actividades, reordenar os equipamentos do ginásio, incentivar a compra de roupas bonitas, vender suplementos alimentares… Até poderemos dar um pequeno passo em frente, mas nunca conseguiremos consolidar resultados físicos, mentais e financeiros.
    Ou seja, tudo o que fizermos para conseguir que as pessoas treinem com intensidade, serão passos de gigante para a obtenção de resultados: informar melhor, procurar métodos mais eficazes na relação tempo/benefício, melhorar o processo ensino/aprendizagem, investir em técnicas de dissociação cognitiva sem prejudicar os movimentos e os princípios de treino, melhorar a relação entre sócios, criar a sensação de pertença a um grupo, a uma tribo, aumentar a tolerância ao esforço dos nossos alunos, agir em cada movimento com uma perspectiva bio-psico-social, etc.

  3. Mais uma boa entrevista no geral. Não estando há muito tempo ligado ao mundo do Fitness (11 anos), reconheço que hoje em dia, existe muito show neste mundo e que muitas vezes o que importa é a aparência e tudo o que sai de novo (novos máquinas), é quase como os carros, o ultimo modelo é sempre melhor que o anterior e mais bonito e isso é que importa. Como instrutor entendo que devemos querer o melhor para os nossos clientes, não sendo no entanto radicais dizendo que isto é o melhor e aquilo não presta, deve haver meio termo, no fundo o que importa é por as pessoas a práticar desporto e a fazer bem a sua sáude. Fico um pouco triste quando dizem que hoje em dia é muita dança… E porque não, será que estão a fazer algum mal? Penso que não, eu sempre incentivei a quem prática aulas de dança a fazer trabalho de força, uma coisa não impede a outra, pelo contrário acho que se ajudam.

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