Peito e bíceps

Existem inúmeras metodologias de treino, mas aquela que tenho visto como mais popular nos ginásios que frequento e visito, é o famoso “peito e bíceps”. Ninguém sabe ao certo quais os princípios em que se baseia, mas desconfio que seja, na vontade dos seus executantes mostrarem a sua parte frontal mais ampla e volumosa e de fazerem luzir seus braços como grandes e fortes.

Na primeira situação, o peito, quando trabalhado em demasia e de forma desequilibrada com as costas, coloca a cintura escapular em protracção “puxando” os ombros para diante, criando uma ilusão de menor amplitude do peito.

Quanto ao maior volume dos braços, deve ficar registado que, os músculos da parte posterior dos braços, os tricípedes, ocupam a maior parte do volume muscular dos braços. Acrescente-se ainda que, o “pico” do ventre muscular do bicípede, ou seja, a sua forma, tem origem genética. Isto significa que a forma, “o design” não pode ser amplamente alterado com o treino. De referir ainda que, os bicípedes de aspecto alongado, ou seja, de ventre muscular amplo e tendões mais curtos, têm maior capacidade para desenvolver força.

A frequência de treino e o tempo dispensado com movimentos de isolamento para estes grupos musculares, poderia ser melhor aproveitado com aumento de intensidade do treino, melhor escolha de exercícios e mais trabalho para outros grupos musculares que dariam resultados mais rápidos. Nomeadamente, mais movimentos como os afundos nas paralelas e presses de ombros para trabalhar os tricípedes; mais movimentos como peso morto e elevações na barra para a parte superior das costas a fim de melhorar a postura e dar uma ilusão de maior largura de ombros e amplitude peitoral.

Não me cansarei de mencionar que, a diminuição do volume de treino (número de séries e exercícios) e aumento da intensidade, poderão acelerar a obtenção de resultados, qualquer que seja o grupo muscular-alvo. Ou treinamos com muita intensidade ou treinamos durante muito tempo. As pessoas que passam muito tempo no ginásio, não treinam com muita intensidade e rentabilizam mal o tempo de treino. Por último, registe-se que, embora seja importante aumentar as cargas com que trabalhamos, é fundamental que sejam movimentadas na amplitude total de movimento das articulações, a fim de conseguir um estímulo em todos os ângulos articulares e uma melhoria da flexibilidade das zonas movimentadas.

2 comentários em “Peito e bíceps”

  1. Normalmente o treino de “Peito e Bícep”, está associado a rotinas de treino por splits. O que interessa no treino por splits é isolar ao máximo certos músculos para que eles possam crescer mais rapidamente e de modo a não proporcionar treinos demasiado longos.
    Tanto pode ser usado o peito/bicep, como o peito/tricep. Aliás este último é mais indicado, pois nos exercícios de peito trabalha-se indirectamente os tríceps e não faz sentido estar a estimular um músculo que não vamos treinar.
    Metodologias de treino há muitas, o que interessa é cada um praticar a mais indicada e a mais confortável para si.
    Gostei do artigo!
    Cumprimentos
    “O Chefe”

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