São quase 40 anos, dos quais, muitos ligados à actividade física. Muitas experiências com actividades e exercícios onde os excessos se pagam, agora muito caros (na época, a regeneração dos 20 anos tudo permitiu): ombros com enorme desgaste articular e tendisoses devido ao Andebol, joelhos com tendinoses e cartilagens maltratadas devido ao futebol e um acidente a “tentar” esquiar.
Duas cirurgias (uma delas à coluna vertebral, mas em ambas as situações, a actividade física não foi responsável por dar origem à intervenção) condicionam também o tipo de actividades a realizar na actualidade. Relato-vos por isso um exemplo de excessos de movimento, cometidos durante pelo menos durante 3 anos, ou seja, o meu antigo programa de treino (NÃO FAÇAM ISTO!!!):
Foram de facto enormes quantidades de movimento, cargas imensas em pouco espaço de tempo. Uns conteúdos por necessidade, outros por desconhecimento, outros por divertimento, que desequilibraram a balança. Excessos que vão acumulando lesões, dores crónicas que limitam. Por isso, este exemplo pessoal leva-me a recomendar que haja intensidade no treino mas com tempo de recuperação suficiente entre treinos para que se produzam resultados de acordo com os objectivos. É aquela velha questão: temos de estimular o corpo, mas não devemos destruí-lo durante o processo em que este procede às adaptações que nós pretendemos.
Na actualidade, as necessidades são outras, as limitações são algumas. Assim, o treino semanal, tem consistido aproximadamente no seguinte (nos últimos 3 anos):
Um total de 2h de treino efectivo semanal. Os pesos utilizados na musculação variam consoante a velocidade de execução nesse dia e o tempo em carga ou repetições estabelecidas como objectivo nesse dia. A flexibilidade é grande na rotina, sobretudo no que diz respeito às cargas e repetições, dependendo muito das actividades realizadas, da hora e níveis de energia. Esporadicamente poderá aparecer um evento que inclua futebol, um passeio de bicicleta ou uma caminhada ou corrida com um objectivo muito específico.
É apenas uma forma encontrada que tem ajudado a manter a condição física. É apenas um caminho que se vai adequando a uma pessoa em particular e aplica-se a este momento que decorre. Veremos quais os resultados e as consequências no futuro próximo. Não vivemos para treinar! Os resultados físicos complementam-se com sono, alimentação, meditação e atitude positiva. O grande objectivo com o treino é ser mais forte, mais resistente e mais flexível. Ter maior capacidade de produção e um bem-estar físico e mental que permita um bom rendimento no dia-a-dia.
Se desejarem ver alguns exemplos de rotinas de treino que utilizo frequentemente, acompanhem-me no twitter.
Treinar é estimular o corpo respeitando os princípios universais de treino.
Há vários métodos. O treino deve ser prático, seguro e eficaz.
Deve-se adequar ao estilo de vida de cada indivíduo.
E que possa ser constantemente incorporado na vida de cada um.
Isto é que eu chamo um treino curto e duro…não é preciso passar 2 horas no ginásio para estar bem fisicamente, temos é que saber gerir o nosso tempo e ajustar o treino ao nosso corpo, tirando o melhor proveito do mesmo.
Uma achega para finalizar, a nível sócio-efectivo e de prazer de treino, temos que admitir que o primeiro método de treino era melhor!