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	<title>Comentários em: Balanças para o lixo!</title>
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	<description>O músculo é a nossa força motriz.</description>
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		<title>Por: Isabel Santos</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12211</link>
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 22:38:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Olá Prof Paulo,

Gostei muito deste artigo,é muito bom para falar às senhoras do ginásio e tentar fazer com que percebam a importância do exercício físico! Vai ser concerteza uma informação que vou fazer para lhes entregar.
Obrigada!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Prof Paulo,</p>
<p>Gostei muito deste artigo,é muito bom para falar às senhoras do ginásio e tentar fazer com que percebam a importância do exercício físico! Vai ser concerteza uma informação que vou fazer para lhes entregar.<br />
Obrigada!</p>
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		<title>Por: sheylon</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12207</link>
		<dc:creator><![CDATA[sheylon]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 23:05:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ola paulo, adorei esse artigo , só veio confirmar o q eu acreditava ser o certo, mas ainda é mto dificil mudar a mentalidade dessas mulheres, estou atualmente trabalhando c alumas assim,mas aos poucos vou conseguindo, agora ja posso ficar mas tranquilo porq sei q estou no caminho certo,obrigado.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ola paulo, adorei esse artigo , só veio confirmar o q eu acreditava ser o certo, mas ainda é mto dificil mudar a mentalidade dessas mulheres, estou atualmente trabalhando c alumas assim,mas aos poucos vou conseguindo, agora ja posso ficar mas tranquilo porq sei q estou no caminho certo,obrigado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Paulo Sena</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12200</link>
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Sena]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 14:29:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Obrigado pelo comentário!

Os textos são para comentar, imprimir, divulgar...
Isto de deitar as balanças ao lixo, foi um desabafo de uma semana em que fomos &quot;bombardeados&quot; pelo problema &quot;peso&quot;.

Bons treinos!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelo comentário!</p>
<p>Os textos são para comentar, imprimir, divulgar&#8230;<br />
Isto de deitar as balanças ao lixo, foi um desabafo de uma semana em que fomos &#8220;bombardeados&#8221; pelo problema &#8220;peso&#8221;.</p>
<p>Bons treinos!</p>
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		<title>Por: CarLos Pinto</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12199</link>
		<dc:creator><![CDATA[CarLos Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 23:05:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu não tenho nada contra as balanças, pelo contrário o que eu costumo dizer aos meus utentes (principalmente mulheres, pois com os homens o peso está sempre bem), é que a balança para mim é instrumento de orientação para o meu trabalho,  esqueçam o peso da balança... mas que a partir de agora tenham prazer de estar aqui a treinar e a fazer bem a vossa sáude.
Se não se importa, eu já mostrei o artigo a algumas pessoas...sabe ajuda um pouco a ficarem mais calmas. Obrigado.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho nada contra as balanças, pelo contrário o que eu costumo dizer aos meus utentes (principalmente mulheres, pois com os homens o peso está sempre bem), é que a balança para mim é instrumento de orientação para o meu trabalho,  esqueçam o peso da balança&#8230; mas que a partir de agora tenham prazer de estar aqui a treinar e a fazer bem a vossa sáude.<br />
Se não se importa, eu já mostrei o artigo a algumas pessoas&#8230;sabe ajuda um pouco a ficarem mais calmas. Obrigado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Marta Nave</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12194</link>
		<dc:creator><![CDATA[Marta Nave]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 23:46:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://paulosena.com/?p=673#comment-12194</guid>
		<description><![CDATA[Ora aqui está um excelente artigo, assunto de que tanto se fala hoje em dia,e que é preocupação de quase toda a gente. Dou os parabéns ao Autor, pelo modo simples como explica o assunto, desmistificando assim muitas ideias erradas que as pessoas teimam em manter!
Acreditem, experimentem fazer exercício 2 a 3 vezes por semana, mais do que os resultados a nível físico, vão notar nos benefícios a nível psicológico!
Mais uma vez, parabéns ao autor, este artigo deveria ser primeira página de jornal!
Leiam, imprimam,e coloquem na mesa de trabalho, até tomarem a atitude correcta antes do Verão!!
Ao autor, continue a abrir os olhos de quem teima em ficar no sofá a lamentar-se!!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ora aqui está um excelente artigo, assunto de que tanto se fala hoje em dia,e que é preocupação de quase toda a gente. Dou os parabéns ao Autor, pelo modo simples como explica o assunto, desmistificando assim muitas ideias erradas que as pessoas teimam em manter!<br />
Acreditem, experimentem fazer exercício 2 a 3 vezes por semana, mais do que os resultados a nível físico, vão notar nos benefícios a nível psicológico!<br />
Mais uma vez, parabéns ao autor, este artigo deveria ser primeira página de jornal!<br />
Leiam, imprimam,e coloquem na mesa de trabalho, até tomarem a atitude correcta antes do Verão!!<br />
Ao autor, continue a abrir os olhos de quem teima em ficar no sofá a lamentar-se!!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Paulo Sena</title>
		<link>http://paulosena.com/2009/11/09/balancas-para-o-lixo/#comment-12193</link>
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Sena]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 21:44:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://paulosena.com/?p=673#comment-12193</guid>
		<description><![CDATA[Será que as calças eram de uma fase de vida estável e normal? Ou eram de uma fase anormal após alguma doença? Como mencionei em textos anteriores, o melhor programa de treino é aquele que se incorpora facilmente nas nossas vidas: http://paulosena.com/2009/04/27/o-melhor-programa-de-treino/
Não me acredito que um aumento de 5 ou 6 quilos tenha tido a necessidade de usar uma balança para confirmar.  Ou será que o volume não acompanhou? Será que esse aumento de peso teve uma perda de massa muscular significativa?
As alterações no produzidas no estilo de vida que provocou o aumento de 5 ou 6 quilos, estou certo que perduraram algum tempo. Ora, há que recuperar esse tempo perdido e construir um corpo mais saudável a partir daí. Não podemos pensar que ter hábitos inadequados durante meses ou anos, possam ser corrigidos em semanas ou meses.
Curiosa a observação sobre o tempo. Fazer exercício não é questão de tempo, é questão de prioridades, de saúde… Quando dizemos que não temos tempo para fazer exercício, mais tarde conseguimos tempo para perder gordura, fazer dietas, etc. 90 a 120 minutos por semana, são mais do que suficientes.
Os 6 quilos não apareceram num mês. Não podem desaparecer em pouco tempo. Ou melhor, até podiam, mas… O corpo iria pagar a factura.
Quanto mais fome pior para o metabolismo. Quanto menos músculo, menos calorias gastas em repouso, quanto mais privações, pior.
Isto para não falar o célebre efeito “iô-iô”: http://www.ammamagazine.com/SaudeLazer/021-030/28.htm, responsável por vermos pessoas que, ao tentarem perder 2 ou 3 quilos sem exercício e muita privação, recuperam esses 3 e adicionam mais 3. Totalizando 6. Ou seja, se tinham 73 e queriam 70. Terminam com 76 mais flácidas, com menos saúde e menos condição física, com pele de pior aspecto, etc. Valeu o esforço? É fácil perder peso. Difícil é mantê-lo!
Também acho curioso que se atribua ao exercício um apetite enorme. Se os gastos energéticos aumentam, também é normal que se necessitem mais alimentos. Mas, o tipo de exercício tem alguma influência. O abuso do exercício aeróbio (ou cárdio como é conhecido) pode ser um dos responsáveis. O fundamental ao iniciar um programa de exercício físico é não comer mais do que o habitual e nunca ir treinar depois de estar mais de 2h sem comer. São aspectos mentais. O mesmo se passa com a maioria das pessoas quando vão às compras cheias de fome: adquirem alimentos pouco nutritivos mas que satisfazem imenso a gula. É curioso que as pessoas que abandonam o exercício com a desculpa de que este as fez engordar, regressam sempre. Talvez não se tivessem centrado na qualidade dos exercícios, talvez não se tivessem exercitado com intensidade suficiente. É que... A mesma pessoa em melhor condição física, a mesma pessoa que melhora a sua performance, também melhora o seu corpo. Um corpo que corre mais, que salta mais e levanta mais peso sem se danificar, tem melhor aspecto também (nada de confundir com alta-competição). O contrário também se aplica. Não julguem que aquela menina bonita de 18 anos, de &quot;aspecto&quot; magro, que não faz exercício algum, se manterá saudável e esbelta passados 15 anos. Pelo menos asseguro alguns factos aos 33 anos: já não pode comer tanto como comia senão engorda e aumenta de volume facilmente, a sua pele tem pior aspecto independentemente dos cremes, a posição das suas omoplatas alterou a posição dos seios, a flacidez dos músculos peitorais também não ajuda o aspecto do peito, os glúteos flácidos mudaram a posição das ancas e diminuíram aquelas curvaturas marcadamente femininas, a acumulação de gordura nas ancas é certa e juntamente com a diminuição de músculo nas coxas, aumentou a proporção entre as pernas/coxas/ancas, dando aquele aspecto a que alguns homens chamam de &quot;mal feita&quot;... (Poderia continuar). É necessária uma genética fabulosa ou uma quantidade anormal de testosterona (hormona marcadamente masculina) para que isso não ocorra a uma sedentária outrora com figura de referencia. 
Outra questão importante é a comparação com outros indivíduos. A genética tem um papel fundamental. A geometria do nosso corpo não se muda. Os ossos não crescem significativamente a partir de certa idade. Por isso, devemos comparar-nos connosco próprios e não com os outros que têm uma genética distinta, uma geometria óssea completamente diferente. Mais importante. As loucuras efectuadas na juventude, pagam-se caras na idade madura. É comum escutarmos gente a reclamar que engorda comendo apenas alface e quando era nova comia de tudo. 
A grande maioria das mulheres arrependem-se dessas asneiras alimentares ridículas pelo seu objectivo. Os filhos, as grandes alterações da menopausa, tudo fazem esquecer e nessa altura desejam aquele corpo com o qual não estavam satisfeitas porque apenas tinha (segundo elas) 3 ou 4 quilos a mais.
Espero que o caso apresentado não seja equivalente ao pensamento de uma mulher doente, anoréctica, que se vê sempre gorda, que ainda estando com um bom índice de massa corporal, acha que tem de perder peso. E essa perda de peso poderá ser perda de saúde, poderá servir para “encaixar” o corpo numas calças que ficarão sem vida, sem brilho, sem genica, sem vitalidade, sem forma. É curioso que, sobretudo no caso das mulheres, ao trabalharem os seus músculos, verificam que os contornos ficam melhor, mas as calças passam as coxas com dificuldade. Isto deve-se ao facto da flacidez ser fácil de meter em qualquer lado. Mas também, fica dependente de pushups, de calças elásticas que dão formas pouco naturais ao corpo. 
Os referenciais de corpo da sociedade actual são reconhecidamente errados, tendo recentemente a comunidade “da moda” feito algumas intervenções relativamente ao assunto.
Acho que ninguém quer um corpo flácido. Acho que ninguém quer um corpo fraco. Porque se é fraco agora. A inactividade fará com que seja horrível no futuro. São inúmeras as mulheres com problemas de osteoporose. Para estimular os ossos necessitamos de carga sobre os mesmos, de carga sobre os músculos que se inserem nos ossos. Creio que, a aposta no exercício físico de forma sensata é um investimento no futuro, mas… Acima de tudo é viver num corpo com um potencial superior para desfrutar melhor da vida no seu dia-a-dia em todas as suas facetas. Quer do ponto de vista da produtividade, quer do ponto de vista do lazer. Numa sociedade competitiva e exigente, o corpo funcional torna-se uma preciosidade. Até porque, afecta directamente o estado mental.
Podemos ser estrelas dois ou 3 meses e beneficiar disso ou manter um nível elevado durante anos a fio, sendo vistos como referencia. É como comparar ao nível de êxitos futebolísticos o Simão Sabrosa com o Vítor Baía. Um brilhou forte como uma explosão. O outro pertence à história mundial do futebol como sendo o jogador com mais títulos na face da terra. Se vivêssemos uma década... Seria bem mais fácil.
Como estarão as amigas aos 40? Dependerão de plásticas que podem provocar alterações como estas? http://allwomenstalk.com/20-celebrities-with-bad-plastic-surgery/ Dependerão de cosméticas que pouco mais fazem do que camuflar? Acordarão belas? O preço a pagar por manter artificialmente um determinado volume ou peso corporal poderá ser bem caro. 
Na minha experiência de trabalho em escolas e ginásios, vou cada vez mais verificando a existência de casos graves de anorexia e vigorexia. Gente que não vive no seu corpo, gente que não se aceita. Tudo porque são fracos perante a moda, perante uma sociedade que quer colocar todo o mundo com blusas que mostram a barriguinha (há mulheres cujo ponto forte é esse, mas outras não), uma moda que quer todos os homens com roupa justa (coitados dos que têm barriguita). Devemos todos vestir a roupa da Zara? Não podemos ir à feira? 
Devo dizer pessoalmente que,  já pesei bem menos e bem mais. E que, embora esteja ligeiramente acima do IMC (relação estatura/peso) dito normal (18.5-24.9), a minha saúde e performance são bem superiores agora. Para avaliar o IMC (embora eu não recomende como boa referencia de saúde ou condição física): http://www.roche.pt/emagrecer/calculadoras/calcimc.cfm
Preferível é medir a percentagem de gordura (os métodos variam de fiabilidade, entre a pesagem hidrostática, a medição de pregas, bioimpedância, etc) que, segundo o American College of Sports Medicine* se considera normal nas mulheres com valores entre 22% e 25%.
É muito comum (digo pela experiência de trabalho) ver pessoas com IMC (índice de massa corporal) abaixo de 25 (considerado normal) e que, têm uma percentagem de gordura acima de 30 (considerado excesso de gordura). Eu cá preferia centrar-me em melhorar a segunda e deitar a balança ao lixo. Embora agora haja balanças com análise de gordura por bioimpedância (mas este método não é dos mais fiáveis para avaliar pequenas alterações de gordura).
O risco de saúde não está tanto no peso, mas sim, no excesso de gordura. Isso recorda-me outro receio de quem faz musculação: o peso. &quot;-Muito peso faz mal!&quot;. A isso eu costumo responder que: o risco de uma bala não é o peso mas a aceleração com que sai de uma arma. O perigo do peso é a velocidade com que se movimenta. Até porque, os músculos não sabem contar.
Recomendo pois, duas sessões de musculação intensas por semana com exercícios multiarticulares e algum tipo de actividade de grupo lúdica e quem sabe, 20 minutos de natação ou de corrida numa escala de esforço 6 (de 0 a 10).
O exercício físico pode ser visto como um medicamento sem efeitos secundários. Os que fazem nas doses adequadas, podem não viver mais, mas viverão com mais qualidade e desfrutarão da vida em todo o seu esplendor enquanto viverem (o excesso de exercício também pode ser prejudicial). 
Obrigado pelo comentário final. É um estímulo para continuar a escrever.
Espero continuar a ver o meu site recomendado! Digamos que…  É o meu trabalho voluntário para a comunidade.

*ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 6th Ed., 2000 and ACSM’s Resource Manual for Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 4th Ed., 2001]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Será que as calças eram de uma fase de vida estável e normal? Ou eram de uma fase anormal após alguma doença? Como mencionei em textos anteriores, o melhor programa de treino é aquele que se incorpora facilmente nas nossas vidas: <a href="http://paulosena.com/2009/04/27/o-melhor-programa-de-treino/" rel="nofollow">http://paulosena.com/2009/04/27/o-melhor-programa-de-treino/</a><br />
Não me acredito que um aumento de 5 ou 6 quilos tenha tido a necessidade de usar uma balança para confirmar.  Ou será que o volume não acompanhou? Será que esse aumento de peso teve uma perda de massa muscular significativa?<br />
As alterações no produzidas no estilo de vida que provocou o aumento de 5 ou 6 quilos, estou certo que perduraram algum tempo. Ora, há que recuperar esse tempo perdido e construir um corpo mais saudável a partir daí. Não podemos pensar que ter hábitos inadequados durante meses ou anos, possam ser corrigidos em semanas ou meses.<br />
Curiosa a observação sobre o tempo. Fazer exercício não é questão de tempo, é questão de prioridades, de saúde… Quando dizemos que não temos tempo para fazer exercício, mais tarde conseguimos tempo para perder gordura, fazer dietas, etc. 90 a 120 minutos por semana, são mais do que suficientes.<br />
Os 6 quilos não apareceram num mês. Não podem desaparecer em pouco tempo. Ou melhor, até podiam, mas… O corpo iria pagar a factura.<br />
Quanto mais fome pior para o metabolismo. Quanto menos músculo, menos calorias gastas em repouso, quanto mais privações, pior.<br />
Isto para não falar o célebre efeito “iô-iô”: <a href="http://www.ammamagazine.com/SaudeLazer/021-030/28.htm" rel="nofollow">http://www.ammamagazine.com/SaudeLazer/021-030/28.htm</a>, responsável por vermos pessoas que, ao tentarem perder 2 ou 3 quilos sem exercício e muita privação, recuperam esses 3 e adicionam mais 3. Totalizando 6. Ou seja, se tinham 73 e queriam 70. Terminam com 76 mais flácidas, com menos saúde e menos condição física, com pele de pior aspecto, etc. Valeu o esforço? É fácil perder peso. Difícil é mantê-lo!<br />
Também acho curioso que se atribua ao exercício um apetite enorme. Se os gastos energéticos aumentam, também é normal que se necessitem mais alimentos. Mas, o tipo de exercício tem alguma influência. O abuso do exercício aeróbio (ou cárdio como é conhecido) pode ser um dos responsáveis. O fundamental ao iniciar um programa de exercício físico é não comer mais do que o habitual e nunca ir treinar depois de estar mais de 2h sem comer. São aspectos mentais. O mesmo se passa com a maioria das pessoas quando vão às compras cheias de fome: adquirem alimentos pouco nutritivos mas que satisfazem imenso a gula. É curioso que as pessoas que abandonam o exercício com a desculpa de que este as fez engordar, regressam sempre. Talvez não se tivessem centrado na qualidade dos exercícios, talvez não se tivessem exercitado com intensidade suficiente. É que&#8230; A mesma pessoa em melhor condição física, a mesma pessoa que melhora a sua performance, também melhora o seu corpo. Um corpo que corre mais, que salta mais e levanta mais peso sem se danificar, tem melhor aspecto também (nada de confundir com alta-competição). O contrário também se aplica. Não julguem que aquela menina bonita de 18 anos, de &#8220;aspecto&#8221; magro, que não faz exercício algum, se manterá saudável e esbelta passados 15 anos. Pelo menos asseguro alguns factos aos 33 anos: já não pode comer tanto como comia senão engorda e aumenta de volume facilmente, a sua pele tem pior aspecto independentemente dos cremes, a posição das suas omoplatas alterou a posição dos seios, a flacidez dos músculos peitorais também não ajuda o aspecto do peito, os glúteos flácidos mudaram a posição das ancas e diminuíram aquelas curvaturas marcadamente femininas, a acumulação de gordura nas ancas é certa e juntamente com a diminuição de músculo nas coxas, aumentou a proporção entre as pernas/coxas/ancas, dando aquele aspecto a que alguns homens chamam de &#8220;mal feita&#8221;&#8230; (Poderia continuar). É necessária uma genética fabulosa ou uma quantidade anormal de testosterona (hormona marcadamente masculina) para que isso não ocorra a uma sedentária outrora com figura de referencia.<br />
Outra questão importante é a comparação com outros indivíduos. A genética tem um papel fundamental. A geometria do nosso corpo não se muda. Os ossos não crescem significativamente a partir de certa idade. Por isso, devemos comparar-nos connosco próprios e não com os outros que têm uma genética distinta, uma geometria óssea completamente diferente. Mais importante. As loucuras efectuadas na juventude, pagam-se caras na idade madura. É comum escutarmos gente a reclamar que engorda comendo apenas alface e quando era nova comia de tudo.<br />
A grande maioria das mulheres arrependem-se dessas asneiras alimentares ridículas pelo seu objectivo. Os filhos, as grandes alterações da menopausa, tudo fazem esquecer e nessa altura desejam aquele corpo com o qual não estavam satisfeitas porque apenas tinha (segundo elas) 3 ou 4 quilos a mais.<br />
Espero que o caso apresentado não seja equivalente ao pensamento de uma mulher doente, anoréctica, que se vê sempre gorda, que ainda estando com um bom índice de massa corporal, acha que tem de perder peso. E essa perda de peso poderá ser perda de saúde, poderá servir para “encaixar” o corpo numas calças que ficarão sem vida, sem brilho, sem genica, sem vitalidade, sem forma. É curioso que, sobretudo no caso das mulheres, ao trabalharem os seus músculos, verificam que os contornos ficam melhor, mas as calças passam as coxas com dificuldade. Isto deve-se ao facto da flacidez ser fácil de meter em qualquer lado. Mas também, fica dependente de pushups, de calças elásticas que dão formas pouco naturais ao corpo.<br />
Os referenciais de corpo da sociedade actual são reconhecidamente errados, tendo recentemente a comunidade “da moda” feito algumas intervenções relativamente ao assunto.<br />
Acho que ninguém quer um corpo flácido. Acho que ninguém quer um corpo fraco. Porque se é fraco agora. A inactividade fará com que seja horrível no futuro. São inúmeras as mulheres com problemas de osteoporose. Para estimular os ossos necessitamos de carga sobre os mesmos, de carga sobre os músculos que se inserem nos ossos. Creio que, a aposta no exercício físico de forma sensata é um investimento no futuro, mas… Acima de tudo é viver num corpo com um potencial superior para desfrutar melhor da vida no seu dia-a-dia em todas as suas facetas. Quer do ponto de vista da produtividade, quer do ponto de vista do lazer. Numa sociedade competitiva e exigente, o corpo funcional torna-se uma preciosidade. Até porque, afecta directamente o estado mental.<br />
Podemos ser estrelas dois ou 3 meses e beneficiar disso ou manter um nível elevado durante anos a fio, sendo vistos como referencia. É como comparar ao nível de êxitos futebolísticos o Simão Sabrosa com o Vítor Baía. Um brilhou forte como uma explosão. O outro pertence à história mundial do futebol como sendo o jogador com mais títulos na face da terra. Se vivêssemos uma década&#8230; Seria bem mais fácil.<br />
Como estarão as amigas aos 40? Dependerão de plásticas que podem provocar alterações como estas? <a href="http://allwomenstalk.com/20-celebrities-with-bad-plastic-surgery/" rel="nofollow">http://allwomenstalk.com/20-celebrities-with-bad-plastic-surgery/</a> Dependerão de cosméticas que pouco mais fazem do que camuflar? Acordarão belas? O preço a pagar por manter artificialmente um determinado volume ou peso corporal poderá ser bem caro.<br />
Na minha experiência de trabalho em escolas e ginásios, vou cada vez mais verificando a existência de casos graves de anorexia e vigorexia. Gente que não vive no seu corpo, gente que não se aceita. Tudo porque são fracos perante a moda, perante uma sociedade que quer colocar todo o mundo com blusas que mostram a barriguinha (há mulheres cujo ponto forte é esse, mas outras não), uma moda que quer todos os homens com roupa justa (coitados dos que têm barriguita). Devemos todos vestir a roupa da Zara? Não podemos ir à feira?<br />
Devo dizer pessoalmente que,  já pesei bem menos e bem mais. E que, embora esteja ligeiramente acima do IMC (relação estatura/peso) dito normal (18.5-24.9), a minha saúde e performance são bem superiores agora. Para avaliar o IMC (embora eu não recomende como boa referencia de saúde ou condição física): <a href="http://www.roche.pt/emagrecer/calculadoras/calcimc.cfm" rel="nofollow">http://www.roche.pt/emagrecer/calculadoras/calcimc.cfm</a><br />
Preferível é medir a percentagem de gordura (os métodos variam de fiabilidade, entre a pesagem hidrostática, a medição de pregas, bioimpedância, etc) que, segundo o American College of Sports Medicine* se considera normal nas mulheres com valores entre 22% e 25%.<br />
É muito comum (digo pela experiência de trabalho) ver pessoas com IMC (índice de massa corporal) abaixo de 25 (considerado normal) e que, têm uma percentagem de gordura acima de 30 (considerado excesso de gordura). Eu cá preferia centrar-me em melhorar a segunda e deitar a balança ao lixo. Embora agora haja balanças com análise de gordura por bioimpedância (mas este método não é dos mais fiáveis para avaliar pequenas alterações de gordura).<br />
O risco de saúde não está tanto no peso, mas sim, no excesso de gordura. Isso recorda-me outro receio de quem faz musculação: o peso. &#8220;-Muito peso faz mal!&#8221;. A isso eu costumo responder que: o risco de uma bala não é o peso mas a aceleração com que sai de uma arma. O perigo do peso é a velocidade com que se movimenta. Até porque, os músculos não sabem contar.<br />
Recomendo pois, duas sessões de musculação intensas por semana com exercícios multiarticulares e algum tipo de actividade de grupo lúdica e quem sabe, 20 minutos de natação ou de corrida numa escala de esforço 6 (de 0 a 10).<br />
O exercício físico pode ser visto como um medicamento sem efeitos secundários. Os que fazem nas doses adequadas, podem não viver mais, mas viverão com mais qualidade e desfrutarão da vida em todo o seu esplendor enquanto viverem (o excesso de exercício também pode ser prejudicial).<br />
Obrigado pelo comentário final. É um estímulo para continuar a escrever.<br />
Espero continuar a ver o meu site recomendado! Digamos que…  É o meu trabalho voluntário para a comunidade.</p>
<p>*ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 6th Ed., 2000 and ACSM’s Resource Manual for Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 4th Ed., 2001</p>
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